quinta-feira, 2 de junho de 2011

A maternidade não é alistamento militar obrigatório


A maternidade não é alistamento militar obrigatório

Algumas mulheres querem ter filhos e não podem, outras estão aguardando o "momento certo", a maioria no entanto sempre sonhou em ser mãe.

Ser mãe parace tão natural quanto respirar, comer ou escovar os dentes, mas mesmo assim algumas mulheres preferem apenas escovar os dentes, e nada de ter filhos. Desprovidas de instinto materno? Traumas? Más referências? Desilusões com relação aos homens? Não querem deixar os filhos nesse mundo cruel e violento?

Quem sabe? Pouco importa... Elas não querem e ponto, está decidido, é um direito assegurado o de não querer ser mãe, e não adianta a família reclamar ou a sociedade pressionar. Mas e o que dizer das mães-monstro?

Mães-monstro são aquelas que jogam fora os filhos e fazem sucesso na mídia televisiva, que -contraditoriamente- nunca conseguem deixar os filhos abandonados, pois surgem milhões de pessoas em todo o país querendo adotá-los.

Como pode uma mãe gerar um filho por nove meses e na ocasião do nascimento não se apegar àquela criaturazinha tão frágil e dependente pra tudo???

Sabemos que existe a terrível depressão pós-parto que atinge algumas mulheres, outras vezes o pai da criança é um irresponsável e ausente que deixa toda a criação nas mãos da mãe (e o peso de ser mãe solteira não é pra qualquer uma...) ou simplesmente essa mulher não recebeu de seus pais uma boa referência familiar, não aprendeu a sentir e manifestar o amor. Há de TUDO nesse mundo, é verdade, há inclusive justificativas pra não se querer um filho; algumas mulheres REALMENTE não tem condições psicológicas de criá-los, dá pra entender, mas NÃO dá pra entender porque elas não doam a criança pra alguém que queira criá-lo e dar amor a ele. Porque não o 'esqueçem', propositadamente, na maternidade? Porque não o entregam num orfanato, numa escola, creche, igreja, ou conselho tutelar? Há tantas formas de encaminhar a criança sem ter que prejudicá-lo.

Será o medo de encarar a situação? Será o medo de ser apontada como mãe que abandona a cria? Melhor, ao meu ver, ser mãe-ausente do que ser mãe-monstro, que larga o filho na lixeira ou o joga no rio dentro de uma sacola plástica. É o fim.

Vamos concordar numa coisa, problemas TODOS nós temos, mas nada que justifique matar um ser tão indefeso, incauto, de uma forma tão covarde, sobretudo quando essa criança tem chances de levar uma vida feliz com o amor de outras pessoas. Se não quer, tem quem queira, tem quem saiba dar amor, afeto, proteção, educação.

Por isso eu não hesito em taxar as mães desse tipo como monstros, podem ter o motivo que for, podem usar a justificativa que quiserem, nada justifica, pois ser mãe não é alistamento militar obrigatório, ser mãe é uma escolha, há DIVERSOS métodos contraceptivos, há DIVERSAS formas de encaminhar um filho "não-programado", dentre elas a morte é sem dúvida a mais monstruosa e cruel escolha.

[Mente Hiperativa]

5 comentários:

  1. OI,MH!pois é não há nada no mundo que justifique o abandono de um filho,ainda mias nas ocndições que tu citu, jogar um filho num rio, numa lata de lixo.
    E concordo plenamente contigo nem toda mulher nasceu para ser mãe, maternidade não é uma obrigação é uma escolha.
    Beijosss

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  2. infelizmente há mães que abortam seus filhos mesmo quando permitem que estes nasçam.

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  3. Olá amigo,
    Concordo contigo em gênero, número e grau, pois penso que a maternidade é a maior ventura que uma mulher pode conquistar. Dar à luz a um ser indefeso enche-nos de amor e carinho para com nosso filhote. Até nos animais, não se vê o que vemos no reino hominal. Não conheço uma fêmea que possa não querer ter e cuidar de sua prole. Belo texto. Adorei suas colocações.
    Um grande abraço,
    Maria Paraguassu.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Ser mãe é um dom, que muitas delas não sabem lhe dar com tal, e para meu ver,a crueldade de tais atitudes como o aborto ou jogar um filho numa lixeira ou jogá-lo no rio, me trás uma certa repugnância, monstro cruel, não merecem o dom maior e mais bonito do mundo, que muitas são concedidas e dignas mercedoras.

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