quinta-feira, 9 de junho de 2011

De Júpiter para Marte

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De Júpiter para Marte

M
e lembro das vezes que recostei sobre teu ombro pra chorar minhas mágoas e decepções... Sim, você bem sabe que sempre fui muito sonhador, e você é que me puxa de volta à realidade quando eu insisto em alçar voos altos demais. Você é a razão que me falta.

À
s vezes penso em ti, sinto falta das tuas loucuras, desmedida que tu és, meio louca, meio criança, que não pondera os próprios atos nem escolhe as melhores palavras. Admiro tua espontaneidade, que não chega a ser ofensiva, tu és cativante, sem ser invasiva, me conquistou com tuas contradições. Você é o veneno que eu preciso, e também o antídoto.

R
ealmente queria poder colocar todos teus valores dentro de parâmetros e poder mensurar o que tua amizade representa pra mim, mas como se faz isso? Há alguma fórmula matemática? Qual grandeza física eu uso? Uso uma régua? Ou fita uma métrica? Lamento, mas sempre fui ruim em matemática, você bem sabe disso; prefiro as rochas que me escutam e não me fazem chorar, os números sempre me enganam e me iludem com sua malícia.

C
reio que seja essa a razão do meu amor por ti, você não é cartesiana como os números, é uma rocha preciosa aos olhos de quem sabe admirar o teu valor. E eu sei. Então por isso que te quero sempre por perto, e ainda que estejas longe permanecerás em algum lugar do meu peito. Lembre-se bem disso, sempre haverá em mim um abrigo quentinho pra te guardar, ainda que meu corpo esteja gélido e estático.

Eu quero que prometa que nunca vai sumir da minha vida, não me abandone sozinho nesse mundo cruel. Você sabe o quanto preciso de você, preciso ouvir sua voz que acalma o meu pranto sofrido, e que também me dá um sermão quando troco os pés pelas mãos e faço alguma bobagem. Preciso da tua loucura pra alegrar meus dias, e também da tua sensatez que ilumina meu caminho rumo às decisões, as quais insisto em protelar.

L
oucura, é isso que preciso na vida e não tenho. Sempre me faltou a ousadia necessária para perseguir um único objetivo, sem olhar para os lados. Você que é meio irmã, meio cúmplice, meio mãe, e até meio pai, porque não, sempre me ajuda nos momentos de incerteza (que não são poucos). Ah, como são preciosos teus conselhos, e não precisam ser vendidos como sugere o ditado.

Ainda poderia escrever muito mais sobre ti, minha amiga, mas mesmo assim não conseguiria atingir a profundidade da nossa amizade, essa só se sente, e não pode ser converte plenamente em meras palavras. Queria que soubesses o quanto és importante na minha vida.

Nota: O título se chama "De Júpiter para Marte" pois foi uma carta que fiz a pedido de Márcio, que remonta o chama à Júpiter; para Marcela, que provém de Marte.

[Mente Hiperativa]

8 comentários:

  1. Sem duvida, uma bela declaração de amor.

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  2. Que liiindo!!
    "Creio que seja essa a razão do meu amor por ti, você não é cartesiana como os números"...
    Pessoas não podem ser equações matemáticas, não sei pq algumas ainda insistem nisso... É preciso ser um pouco imprevisível.
    Bjoo

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  3. Aaah eu sempre admiro o que o amor, faz sentir, e é assim que me sinto bem, vendo isso acontecer em declarações, ameei, lindo texto e lindo sentimento.

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  4. Legal!
    Agora discordo dessa frase:
    "Loucura, é isso que preciso na vida e não tenho." ehehhe

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  5. MAs quem precisa de loucura e não tem é o Márcio, é ele que está falano no texto (eu falando por ele).

    Não tô estendendo pra todo mundo...

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  6. hehehehehehehehehe...quem disse que não sou louco? Vou dar esse texto de presente de aniversário pra Marcela :)

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  7. MEU DEUS!!! TÔ EMOCIONADÍSSIMA!!!

    OBRIGADA RICARDO E OBRIGADA MARCINHO, MEU LINDOOO!!

    SOU TUDO ISSO MESMO: "Você que é meio irmã, meio cúmplice, meio mãe, e até meio pai"
    PORQUE TE AMO ASSIM MESMO.

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