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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Amor-mendigo


Amor-mendigo


"Eu quero você, não me importa se você me ama ou não, EU te amo, e isso basta. Quero você com todos os seus defeitos, e não são poucos, eu sei, mas eu suporto todos eles pra estar contigo. Eu te quero de qualquer jeito, eu me submeto à condição que for pra te ter ao meu lado. Eu suporto seu mau-humor, seus pontapés, suas ausências, sua indiferença, aguento tudo pra estar contigo. Eu imploro que não me deixe só, preciso de você. Eu me ajoelho pra você, te imploro, rastejo aos teus pés, mas não me deixa por favor. Eu te amo."

NOTA: Amor-mendigo é amor? Desde quando?

[Mente Hiperativa]

terça-feira, 7 de junho de 2011

Beleza genuína


Beleza genuína

Para todas as mulheres negras, mulatas, morenas e seus admiradores. Em especial pra Milena, que cedeu sua foto e é exemplo de tudo que digo a seguir.

Hoje eu quero cantar a beleza da mulher negra, da sua pele firme, limpa e macia. A mulata tem uma cor que não desbota, e bronzeada então fica ainda mais exuberante, é puro charme.

Admiro tanto a tua cor morena, escura, brilhante, e teus lábios grossos, teu sorriso impecavelmente branco, convidativo, que tanto me encanta. O teu cabelo é cacheado, ao natural, crespo e leve, que voa com o vento... Será que me enroscariam?

Se não bastasse toda a formosura do teu olhar, ainda tens um corpo todo durinho, a negritude não te traz a mesma flacidez da alvura, seu corpo é harmonia, é proporção. E cheio de curvas.

Por isso exalto toda tua graça que nem mesmo a idade, com todo seu peso, é capaz de desfazer. Sua pele não faz denúncia ao tempo, custa a ter rugas, seu cabelo não embranquece tão facilmente, e mesmo a gravidade não lhe parece grande inimiga. Tu és linda e não sabe disso...

Agradeces a Deus, portanto, e também ao dna que carregas, és bela por natureza! E tu sendo assim, morena, não tem porquê alisar, esticar, turbinar, clarear, NÃO, tu não precisa de nada disso. Pra ser bonita tu só precisa enaltecer a beleza que já tens, não te modifica, não te ajusta a padrões pois tu tens uma beleza genuína.


[Mente Hiperativa]

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Estão querendo legalizar a maconha


Estão querendo legalizar a maconha

Recentemente o ex-presidente da república Fernando Henrique Cardoso reacendeu a discussão sobre a descriminalização da maconha ao afirmar ser defensor da causa. E agora eu me pergunto: Será que vale a pena?

Antes de tudo acho importante distinguir os dois termos que errôneamente são empregados como sinônimos, a descriminalização e a legalização da maconha. Descriminalizar a maconha significa dizer que o porte, o consumo ou o cultivo da droga -pra uso próprio- deixam de ser crime, passam a não implicar em sanções ou penalidades para o indivíduo que o pratica; enquanto legalizar a maconha é algo mais abrangente, que envolve a regulamentação de toda a cadeia, ou seja, desde o produtor, passando pelo distribuior até chegar ao comerciante da droga.

Muitas pessoas, até mesmo que não são usuárias, defendem a legalização pois pensam que a luta contra a as drogas está perdida, que o mundo já foi tomado por elas. Será então que legalizar é a saída? Imagine se por acaso fôssemos legalizar tudo que é difícil de resolver ou "que não tem mais jeito", legalizaríamos o aborto, já que existem diversas clínicas clandestinas; legalizaríamos a prostituição, inclusive a infantil, que é um TRISTE fato, mas também ocorrre; legalizaríamos a sonegação de impostos e a corrupção; legalizaríamos o assassinato, afinal existe coisa mais banalizada ultimamente do que a morte de pessoas inocentes?

Bem, eu penso que o caminho não seja esse, afinal se formos tornar legal o que é difícil de resolver nós vamos voltar ao tempo das cavernas em que não há qualquer lei ou regra. Eu penso que no mundo sempre existirá de tudo, sempre haverá os crimes e os criminosos, além dos cúmplices e até alienados, sempre haverá quem consuma drogas, quem forneça e quem produza, claro, mas não é por que existe e está aí na nossa cara que devemos aceitar calados essa realidade.

As drogas são um dos pilares que sustentam o crime, quem consome talvez não pense que está fazendo um mal à sociedade, mas está silenciosamente sustentando uma rede de tráfico, patrocinadora de venda de armas, da violência, do terror... Será que legalizar a maconha será a grande solução para o crime? Ou os traficantes vão partir para o tráfico de drogas mais pesadas? E aí? Legalizarão também a cocaína? O crack? E o oxi?

Além do mais com a legalização da maconha os traficantes podem simplesmente continuar na ilegalidade, ou será que vão se tornar novos empresários emergentes?

E no grande problema de saúde e segurança pública alguém pensa? Porque se na condição de ilegalidade as drogas já causam enormes problemas psicossociais e de saúde, IMAGINE legalizando isso... Prefiro nem pensar. Eu acho até contraditório quererem liberar o uso de uma droga nos tempos de hoje em que há tamanha pressão anti-tabagista.

Pra finalizar penso que há dois grupos -além dos usuários- que se beneficiarão bastante com essa legalização, é o governo (com destaque para os políticos corruptos) que arrecadará BASTANTE dinheiro com essa história e os mega empresários que lucrarão milhões com a produção e a venda de maconha em escala industrial.

E a sociedade o que ganha com tudo isso? O direito de comprar um baseado na banca de revista e curtir um "barato" em plena praça pública, sem ser autuado em flagrante pela polícia?

Eu acho tão pouco pelo alto preço que se paga.


[Mente Hiperativa]

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Quem é Deus (pra você) ?


Quem é Deus (pra você) ?

Quando eu penso em Deus não consigo ter aquela visão esteriotipada de um velhinho bondoso, com barba grande e branca, vestindo uma simples bata azul-celeste e carregando um cajado numa das mãos. É tão 'Católico', tão 'Cristão' pensar dessa forma. Não quero parecer herege ou anti-Cristo, na verdade pouco me importa se pareci assim, não estou muito preocupado com a condenação dos homens até porque hoje em dia eles nem podem me jogar na fogueira da "SANTA" (que de santa não tinha nada) inquisição...

Eu não sou exatamente o que se pode chamar de anti-Cristo, nem nunca tive afinidade com o coisa-ruim (se é que essa figura realmente existe, eu duvido, aposto que é uma invenção da igreja). Cristo sem dúvida alguma foi um ser bastante iluminado que trouxe muita sabedoria à humanidade, nos deixando um legado de ensinamentos que deram origem a toda uma doutrina ética e moral que foi bem sedimentada na solidariedade e no amor ao próximo, seja o próximo quem for. Não tenho dúvidas de que ele foi um enviado de Deus, um filho de Deus, mas e quanto a Alá, Buda, Krishna, Zoroastro, Maomé, Moisés e tantos outros? Não são filhos de Deus? Não foram enviados por Deus pra nos trazer iluminação? E quanto a EU e VOCÊ, também não somos filhos de Deus, tanto quanto Jesus?

Talvez até eu seja herege, se considerarmos herege aquele que discorda de algum(ns) posicionamento(s) da igreja, discordo de vários, também questiono os dogmas, que por definição são inquestionáveis. Eu estudo história, eu leio filosofia, eu sou crítico, me perdoe mas eu não posso acreditar em verdades absolutas sem embasamento ou justificativa alguma. E antes que você pense que sou ateu e incrédulo, não, não sou, acredito em Deus, num Deus maior, num Deus de amor, que transcende a fútil barreira das religiões e dos povos, acredito num Deus da natureza e dos homens. Acredito num Deus de todos nós, não acredito no Deus da igreja católica, ou de qualquer outra religião repressora, dogmática, zilionária e manipuladora. Acredito em Deus, e somente nele.

Pra mim Deus não é uma entidade que vive no céu, isolada, intocável, que pisa nas nuves observando o mundo lá de cima. Acho que Deus nasce na nossa cabeça, precisamos disso, precisamos dele. Nós, enquanto civilização, criamos Deus pra regular nossos atos, nossa consciência, pra nos fazer companhia, pra nos fazer julgarmos a nós mesmos, pra nos presentear com suas dádivas, e nos salvar nos momentos difíceis.

Deus é uma criação coletiva e ao mesmo tempo individual, não foi apenas UM alguém que o inventou, todas as civilizações humanas têm seu(s) Deus(es) e cada um de nós o concebe e o alimenta da maneira que assim crê. E não venha dizer que por ter sido inventado ele não existe, pois é exatamente isso que o mantém vivo, a crença, a fé, o imenso e inexplicável poder da fé, que move montanhas, que cura, que acalma e protege.

Se Deus está presente em todos os momentos de nossa vida, se ele vê tudo, sabe de tudo, é justo em seus julgamentos, penitencia e premia seus filhos, ora, então Deus é parte da nossa consciência e habita não os céus, mas nossas mentes.

Deus somos nós mesmos, somos ao mesmo tempo criadores e criaturas, regulados e reguladores. E esse Deus não está distante, nos céus, está mais perto do que supõe nossa vã filosofia.


[Mente Hiperativa]

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A maternidade não é alistamento militar obrigatório


A maternidade não é alistamento militar obrigatório

Algumas mulheres querem ter filhos e não podem, outras estão aguardando o "momento certo", a maioria no entanto sempre sonhou em ser mãe.

Ser mãe parace tão natural quanto respirar, comer ou escovar os dentes, mas mesmo assim algumas mulheres preferem apenas escovar os dentes, e nada de ter filhos. Desprovidas de instinto materno? Traumas? Más referências? Desilusões com relação aos homens? Não querem deixar os filhos nesse mundo cruel e violento?

Quem sabe? Pouco importa... Elas não querem e ponto, está decidido, é um direito assegurado o de não querer ser mãe, e não adianta a família reclamar ou a sociedade pressionar. Mas e o que dizer das mães-monstro?

Mães-monstro são aquelas que jogam fora os filhos e fazem sucesso na mídia televisiva, que -contraditoriamente- nunca conseguem deixar os filhos abandonados, pois surgem milhões de pessoas em todo o país querendo adotá-los.

Como pode uma mãe gerar um filho por nove meses e na ocasião do nascimento não se apegar àquela criaturazinha tão frágil e dependente pra tudo???

Sabemos que existe a terrível depressão pós-parto que atinge algumas mulheres, outras vezes o pai da criança é um irresponsável e ausente que deixa toda a criação nas mãos da mãe (e o peso de ser mãe solteira não é pra qualquer uma...) ou simplesmente essa mulher não recebeu de seus pais uma boa referência familiar, não aprendeu a sentir e manifestar o amor. Há de TUDO nesse mundo, é verdade, há inclusive justificativas pra não se querer um filho; algumas mulheres REALMENTE não tem condições psicológicas de criá-los, dá pra entender, mas NÃO dá pra entender porque elas não doam a criança pra alguém que queira criá-lo e dar amor a ele. Porque não o 'esqueçem', propositadamente, na maternidade? Porque não o entregam num orfanato, numa escola, creche, igreja, ou conselho tutelar? Há tantas formas de encaminhar a criança sem ter que prejudicá-lo.

Será o medo de encarar a situação? Será o medo de ser apontada como mãe que abandona a cria? Melhor, ao meu ver, ser mãe-ausente do que ser mãe-monstro, que larga o filho na lixeira ou o joga no rio dentro de uma sacola plástica. É o fim.

Vamos concordar numa coisa, problemas TODOS nós temos, mas nada que justifique matar um ser tão indefeso, incauto, de uma forma tão covarde, sobretudo quando essa criança tem chances de levar uma vida feliz com o amor de outras pessoas. Se não quer, tem quem queira, tem quem saiba dar amor, afeto, proteção, educação.

Por isso eu não hesito em taxar as mães desse tipo como monstros, podem ter o motivo que for, podem usar a justificativa que quiserem, nada justifica, pois ser mãe não é alistamento militar obrigatório, ser mãe é uma escolha, há DIVERSOS métodos contraceptivos, há DIVERSAS formas de encaminhar um filho "não-programado", dentre elas a morte é sem dúvida a mais monstruosa e cruel escolha.

[Mente Hiperativa]

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Queremos o dia do homem!


Queremos o dia do homem!

Já reparou que existe dia da consciência negra, dia do índio, dia do trabalhador, dia internacional da mulher, dia do orgulho gay, mas não existe o dia do homem?

Me explicaram que essas datas contemplam minorias reprimidas pela sociedade e que o homem -como é maioria e repressor comandante da nossa sociedade patriarcal- não precisaria de uma data pra se afirmar, lutar pelos seus direitos ou exprimir suas reivindicações.

Eu discordo completamente, afinal quem disse que somos todos carrascos? Quem disse que somos livres? Quem disse que não somos reprimidos ou não sofremos pressão alguma da sociedade?

Pensa que é fácil lidar com o peso da responsabilidade de ser o chefe da família? E toda a reputação da família que temos que zelar? E os inúmeros problemas que temos que resolver? E a fama de algoz que levamos por ter que ser o que reclama e briga em nome da educação dos filhos? E quem corta a grama, abre os potes de azeitona, conserta os problemas hidráulicos e elétricos de casa? E quem oferece proteção? E quem tem que cobrir a esposa de presentes e elogios? E quem tem que reparar que a mulher pintou o cabelo ou está usando vestido um novo, ou pior, que ela fez as unhas? Quem tem que aguentar a TPM e dormir no sofá depois das brigas e discussões?

Dizem que as mães modernas dão jornada dupla pois trabalham fora e cuidam da casa e dos filhos, tudo bem, não quero discutir a imensa importância da mãe e também jamais diria qualquer coisa que diminuísse o papel da mulher; mas do jeito que se fala parece até que nós homens não somos pais e trabalhadores, que não damos jornada dupla. Passamos o dia inteiro no trabalho e quando chegamos em casa precisamos ainda ser pais, dar atenção aos filhos, limites, educação, carinho, mesmo depois de ter tido um dia estressante temos que chegar em casa bem humorados e felizes pra brincar com as crianças.

Além de pais ainda somos maridos, precisamos comparecer com o nosso papel, temos que ter toda a paciência do mundo pra ouvir nossas amadas (que falam MUITO, diga-se de passagem), elogiá-las bastante, reparar todo o tratamento de beleza que ela levou o sábado inteiro fazendo no salão, negar que ela está gorda apesar dela perguntar isso dez vezes diante do espelho, dar presentes, TENTAR entender a cabecinha delas e manter acesa a chama do amor.

Ser homem não é fácil também, ora essa, e nós não temos um dia internacional, não temos o consolo de alguém vir nos dizer que "pai é pai", não temos confidente pra trocar segredos, não temos "manicure-psicanalista", não resolvemos nossos problemas afundando a cara numa caixa de chocolate e nem podemos chorar no colo do nosso pai se algo der errado.

Nós não recebemos pensão, nós não ficamos com a guarda dos filhos após o divórcio, nós não temos serviço de saúde direcionado ao nosso gênero, nós não podemos fingir orgasmo, nós temos que trabalhar mais tempo que as mulheres pra nos aposentarmos (por que isso?), nós temos que matar baratas, ratos e outros bichos asquerosos, nós somos mais acometidos por doenças cardiovasculares, câncer de pulmão, estresse, nós somos mais atacados pela violência, nós morremos mais cedo e ainda somos obrigados a servir ao exército.

Pois é, a sociedade também nos cobra, e não é pouco. Ser homem pode parecer ser dominante, repressor, comandante, mas isso também tem seu peso. E como é pesado, só nós mesmo sabemos.

Acho que merecemos um dia nosso.

Nota: O objetivo aqui não é alimentar a guerra dos sexos, ao contrário, é mostrar que não há razão pra competição, cada lado tem seu ônus e seus brindes.

[Mente Hiperativa]

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Metade de mim é amor. A outra metade é receio


Metade de mim é amor. A outra metade é receio

Não sou todo feito de amor, não, assim eu seria um completo apaixonado, cronicamente machucado, magoado, decepcionado e até ferido pelas agruras do amor. Eu sou metade receio, por segurança, metade de mim pensa, avalia, estuda as chances do amor dar certo ou não. Metade de mim tem medo de amar, e tenta o tempo todo encontrar motivos pra justificar a minha não-entrega à paixão.

A outra metade, ah, essa é puro amor, não pode perceber uma olhadela, receber uma carícia, que já se entrega, expõe o meu mais íntimo conteúdo, deixa meu coração nas mãos de qualquer criatura desavisada e ainda espera que ele seja bem cuidado por ela. Essa metade não pensa, só reage instintivamente aos estímulos recebidos ou até inventados.

Por isso metade de mim é amor, e a outra metade é receio. Afinal o que seria de mim se eu fosse todo amor? Eu seria um coração esfolado e castigado que não anda nem se arrasta, apenas se deixa levar por uma correnteza de sentimentos reais ou até hiper estimados que poderia me conduzir a um mar de felicidade ou a um abismo de decepção. Por outro lado se eu fosse todo receio seria uma fortaleza de auto-suficiência e solidão, alheio aos sentimentos, avesso às maravilhas que a vida pode me proporcionar e assim jamais experimentaria um pouco do sabor puro e simples da felicidade.

Amor e receio se completam, tentam o tempo todo encontrar um ponto de equilíbrio harmônico. Talvez esse ponto seja utópico, pura ideologia, talvez de fato um dia o amor e o receio entrem num consenso e aprendam a respeitar um o espaço do outro. Ou não.

[Mente Hiperativa]

terça-feira, 24 de maio de 2011

Inutilia truncat


Inutilia truncat

Como a areia que escorre por entre os dedos, assim são os bens materiais em nossas vidas.

Domingo à noite eu estava dando plantão na maternidade Bandeira Filho, entre um parto e outro ficava na sala dos médicos conversando banalidades, dentre tantos assuntos chegamos na famigerada e insaciável tecnologia. O médico, neonatologista, usava um aplicativo no seu moderno iphone3 quando meu amigo, também estudante de medicina, perguntou se o aparelho era bom. Mas pra que ele perguntou isso, o médico se empolgou! Ele comentou os diversos aplicativos do seu (incrível) iphone3. Depois disse que já teve palmtop mas que o iphone é melhor, e que vai presentear a esposa com um android (que utiliza a base do linux), espécie de smartphone semelhante ao blackberry.

Eu bem que tentei me enturmar no assunto mas foi difícil, apesar de eu pertencer à nova geração eu não sou obssessivo por tecnologia, sei usá-la muito bem, não sou um homem das cavernas, mas não faço a menor questão de ter os modelos mais recentes de aparelhos telefônicos e computadores, até porque ao sair da loja já há outros MAIS modernos que o que eu acabei de comprar. Eles sempre estão ultrapassados e criam essa neura de que você PRECISA se atualizar e estar por dentro das "novidades do mercado".

Pois bem, depois de falar dos aparelhos ele emendou nas redes sociais, em específico no twitter. Eu NUNCA tive twitter, não sei como funciona, nunca nem acessei o site dele e também não faço a MÍNIMA questão de conhecê-lo. Eu disse ao doutor que achava muito inútil, perda de tempo, e ele tentou -em vão- me convencer de que existem perfis úteis como por exemplo o que informa em tempo real onde estão as blitz da lei seca em Recife. Tudo bem, tive que concordar que um em um milhão de perfis pode ter alguma utilidade, mas isso não me convence a criar um perfil e perder meu precioso tempo procurando tais raridades.

Bom, como eu disse eu nunca tive um twitter mas só de ouvir o celular do meu irmão tocando 15 vezes em um minuto com atualizações de redes sociais eu já me irrito, nem por uma namorada eu gostaria de ser bombardeado de torpedos a todo o instante. NÃO, obrigado, eu estou muito bem sem twitter. Sempre tive convicção de que essas redes sociais chegaram pra resolver problemas que sem elas nós não tínhamos. A mídia e os amigos tentam lhe mostrar que você PRECISA ter um perfil na rede tal, mas são necessidades fictícias, criadas, manipuladas, que não existem de fato.

No meio da conversa com o médico o meu celular toca, peço licença e me retiro com meu aparelho que custou 80R$ e não tem nem câmera. Depois que saio da sala começo a rir feito um besta, o médico certamente me achou um homem de Neanderthal... Ele estava falando do que há de mais moderno na telefonia móvel e eu arraco do bolso o dalai lama dos celulares.

Eu tenho condições de comprar um aparelho ultramoderno, aliás hoje em dia quem não tem? É só dividir em infinitas vezes no cartão... Mas não tenho esse desejo de possuir o suprassumo de Bill Gates ou Steve Jobs.

Inutilia truncat, foi o que me veio à cabeça.

Aprendi essa expressão no colégio, minha professora de literatura, Miriam Gonçalves, explicou que os poetas árcades cortavam o inútil da sua poesia, o supérfluo da sua vida, o que não era necessário e apenas servia de floreio, de enfeite, e carregava a poesia com um peso desnecessário. Talvez seja isso que faço na minha vida, às vezes com esforço, às vezes sem nem perceber. Porque eu deveria criar em mim necessidades que não existem? Porque alimentar uma neura por informação constante e interminável?

Não tenho a utopia de que dá pra viver sem tecnologia, mas também não cultivo nem cultuo os excessos desnecessários, me irrito com aquelas mensagens constantes de atualizações inúteis que você poderia dormir sem saber. Prefiro meu aparelho simples, minha vida tranquila e desprovida de um bombardeamento de inutilidades, tô muito bem assim.


[Mente Hiperativa]

domingo, 15 de maio de 2011

Amor a dois

casal-beijando.jpg

Amor a dois

Reciprocidade

Continuidade

Ciclicidade

Perenidade

Perpetuidade

Assim é o amor

A dois

Nota: Ou pelo menos assim deveria ser...
[Mente Hiperativa]

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Escrevo com caneta esferográfica


Escrevo com caneta esferográfica


Escrevo com caneta esferográfica, pra não ter que apagar meus erros com uma borracha macia.

Escrevo, e meus erros eu rasuro com a própria caneta, corrijo, passo por cima, mas deixo-os marcados na folha de papel. Pra não esquecê-los jamais.

Não gosto da borracha e do lápis, eles me fazem esquecer o que escrevi de errado, preciso dos meus erros visíveis, me encarando, me cobrando que eu sempre os recorde.

Não quero repeti-los, quero novos erros, novas rasuras, sempre com caneta esferográfica, nada de borracha.

E tem mais, não faço questão de caprichar na rasura, nada de somente passar um traço em cima do erro, eu risco mesmo, com vontade. Quero que fique bem marcado.

Porque deveria deixá-lo 'bonito' e discreto? Quero mais que me chame a atenção. Quero nunca apagá-lo da memória.

Meus erros, guardo-os comigo, na minha história, por isso NADA de borracha! Somente caneta esferográfica!

[Mente Hiperativa]

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Cantada


Cantada

Meus olhos encarando os teus
Minha boca grudada na tua
Meu corpo unido ao teu
"tu sei il fiore più bello di questo giardino"
A cantada foi em Italiano
Poderia ter sido em Inglês
Alemão ou Espanhol
Pouco importa
O importante da cantada
É quem está cantando!

[Mente Hiperativa]

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Estou fora dessa!


Estou fora dessa!

Você me culpa por eu não fazer das suas as minhas inimizades, reclama por eu dar atenção e valor àqueles que você tem raiva ou que te decepcionaram em algum momento da vida. É que eu não consigo tomar as dores de outra pessoa como se fossem minhas, ainda que sejam as suas dores, não sei passar por cima dos meus valores e me impor sentimentos que não são meus.

As minha inimizades, poucas que são, eu engulo, me afasto, prefiro não encará-las de frente, deixo-as quietas vivendo suas vidas longe de mim. Não gosto de remoer o que não deu certo, não consigo nutrir o rancor dentro de mim, e guardá-lo, e colocá-lo pra fora na primeira oportunidade, alimentando-o silenciosamente em meu peito. Eu não sei fazer isso que você faz.

Por isso não me peça, não insista, eu não vou vou mudar minha mentalidade, eu não vou assimilar intrigas e inverter valores. Se em todos esses anos você ainda não percebeu, então eu te digo: "não adianta você insistir, eu não vou entrar nesse jogo em que se somam perdedores, derrotados pelas suas próprias atitudes. Estou fora dessa!"

[Mente Hiperativa]

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Está escrito! Está mesmo ?


Está escrito! Está mesmo ?

Não adianta, nada adianta, porque está tudo escrito nas estrelas, o destino já está pronto. É o que dizem por aí... Estava escrito que eu ia postar esse texto. E que você ia ler. E pra quem não leu, estava escrito também que não iam ler. E se eu hesitei em postar, estava escrito que eu hesitaria. Se você pensou em não ler, mas agora está lendo, é porque estava escrito essa reviravolta.

Está tudo escrito!

Então me pergunto, se está tudo pronto, escrito, de que adianta meu esforço ? Por acaso é alguma peça de teatro ? Não me lembro de ter recebido o script...

Nota: Não acredito em Destino, puro e simples.


[Mente Hiperativa]

sábado, 9 de abril de 2011

Tragédia no Rio - O que fazer?


Tragédia no Rio - O que fazer?

Ontem eu li o post Pare o mundo que eu quero descer, do Wanderley e até compreendi o sentimento dele, é esse o primeiro que temos, queremos sair daqui, fugir desse mundo louco, ir pra um lugar de paz - se é que ele existe além das fronteiras da nossa utopia.

O que ocorreu no Rio foi uma Tragédia que sacudiu nossas cabeças e nos obrigou a enxergar aquilo que muitas vezes não queremos ver.

Por isso eu penso que seja um tempo de reflexão, articulação e atitude. É tempo de modificar posturas, ou mesmo criar posturas (aos que se mantém alheios a tudo).

Não adianta parar o mundo pra descer, se você desce o mundo continua se acabando, se destruindo. O mundo precisa de você Aqui, fazendo alguma coisa por ele.


[Mente Hiperativa]

segunda-feira, 28 de março de 2011

Praga urbana

Praga urbana

Ainda me admiro com certas pragas urbanas...

É incrível observar a imensa quantidade de pombos que há na cidade, parece que brotam do chão ou se multiplicam como bactérias, mas não é isso que me assusta de verdade. Outro dia vi um senhor sentado na praça alimentando os pombos com uma sacola de milho, do outro lado um morador de rua esfomeado mendigava ajuda na calçada daquela mesma praça e alguns metros depois, no semáforo de trânsito, crianças faziam acrobacias pra ganhar algum trocado.

Não entendo como uma pessoa pode gastar seu dinheiro pra dar comida a pombos enquanto PESSOAS passam fome ao seu lado. Na verdade não tenho uma opinião formada sobre os pedintes de rua, sei que muitos deles têm condições de trabalhar e ganhar seu próprio pão... Mas isso não os torna menos humanos que nós, não é verdade ?

Muitas vezes eu não me pergunto duas vezes antes de comprar um pão ou um pacote de fubá pra matar um pouco da fome daquela pessoa. Mesmo assim há quem prefira dar comida aos pombos...

Acho que essa é a verdadeira praga humana -e é isso que me assusta- o egoísmo, antônimo de altruísmo. Às vezes parece que o outro não existe, não está ali, só se enxerga os pombos.

Nota: Pense nisso toda vez que encontrar alguém pelas ruas, com fome.

[Mente Hiperativa]