sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Amor sem-fim


Amor sem-fim


Enfim eu descobri o amor
mas já era tarde demais
ela havia ido embora
entregou-se a outro rapaz

Esteve tanto tempo por perto
e disso eu nem me toquei
agora que está distante
não sei como não me importei

Mas fui eu que deixei ela fugir
reconheço que fui um fraco
e agora que dela corro atrás
me sinto num enorme buraco

Buraco pois não vejo a saída
não sei bem o que fazer
apenas sei que sem ela
eu jamais saberei viver

Busquei meu erro reparar
me arrependi e corri atrás
pra ela eu me declarei
mas ela não me quer mais

Tentarei seguir a vida
é somente o que me resta
mas sem minha amada
ela jamais será completa.

Nota: EU me aventurando nos campos desconhecidos do poema. Quem diria?!

[Mente Hiperativa]

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O Brasil tá na moda!


O Brasil tá na moda!

O Brasil tá na moda, tá na rota do turismo, dos espetáculos e shows, tá na culinária, nos esportes, (e não só) no futebol, na copa e também nas olimpíadas. O Brasil, quem diria, ajuda a Grécia na crise financeira, envia tropas ao Haiti, pleiteia uma cadeira permanente na ONU. O Brasil tá na moda! E não há dúvida de que suas cores não vão deixar de estampar o cenário mundial nem tão cedo, elas estão tomando conta das primeiras folhas de jornal, das capas de revistas, manchetes e chamados de TV. O Brasil chama a atenção do mundo, um dia desses era só um país-bebê, mas agora mostra toda sua força e potência de uma jovem nação.

Me orgulhei muito ao ver o renomado Stevie Wonder no rock in Rio se esforçando pra cantar "Garota de Ipanema", e Shakira chamando Veveta pra cantarolar "País tropical" além, é claro, de katy perry vestindo a bandeira-símbolo do nosso país. Acho que não sou só eu que me espanto e percebo esses sinais de inversão, afinal em outro momento eles estariam enrolados na bandeira americana, nos intimidando a cantar músicas em inglês, mas não, nesse momento nós é que estamos na moda, nós é que damos as cartas, e eles que aprendam bem o nosso português pra não fazerem feio em público. Fico feliz em ver que estamos na moda, ascendendo, e que podemos impor nossos valores e nossa cultura sem ter que sucumbir aos valores estrangeiros, sem ter vergonha da nossa música ou nossa cultura. AGORA podemos ser nós mesmos, Brasileiros.

A verdade é que o Brasileiro nunca viveu um tempo assim, hoje podemos nos vestir de verde-e-amarelo o ano inteiro, e não somente na época da copa do mundo, podemos ter orgulho do que somos sem ter que imitar os padrões americanos ou europeus; vamos deixar que os 'gringos' nos imitem, afinal essa é a nossa hora de brilhar, o show é nosso, vamos aproveitar.

Por muito tempo fomos renegados à categoria de país subdesenvolvido, sem atrativos, pobre, sem cultura e instável economicamente, mas hoje somos invejados e sobretudo desejados. Duvido que hoje em dia algum estrangeiro mal-informado ainda pense que a capital do Brasil seja Buenos aires, podem até achar que seja o Rio de janeiro, mas aí tudo bem, vá lá... O fato é que é crescente o número de turistas que vem de fora pra curtir a atmosfera desse país sem igual, admirados com o nosso povo acolhedor, hospitaleiro, com nossas belas paisagens naturais, e claro, cheio de oportunidades de investimento.

Ao contrário da maioria dos países desenvolvidos, nós ainda temos florestas exuberantes, e eles se deslumbram com nossa beleza natural, nós temos uma das maiores reservas de água doce do mundo, temos parte do aquífero Guarani, temos o pantanal, a amazônia, uma imensa biodiversidade que nem conhecemos toda ainda, temos a caatinga, esse bioma exclusivamente Brasileiro, temos o Rio de janeiro como exemplo de cidade tropical, temos as cascatas do Iguaçu, e além de tanta beleza natural nossa economia cresce, a moeda é estável, nos tornamos fortes, somos emergentes, estamos no BRIC! O futuro é nosso!!!

Acredito que 'nunca antes na história desse país' nós podemos nos sentir assim, tão Brasileiros, com tanto orgulho. É como eu digo, o Brasil tá na moda, e eu que nunca troquei esse país por nenhum outro da "gringolândia", agora é que não troco mesmo. E quem ainda não tem orgulho de ser Brasileiro, tá na hora de começar a ter, pois daqui pra frente é só melhoria, o futuro promete.

[Mente Hiperativa]

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Sede de viver


Sede de viver

Há alguns dias (especificamente dia 28-09-11) eu estava saindo da universidade quando passei em frente ao maior prédio da UFPE, o CFCH (Centro de Filosofia e Ciências Humanas), vi uma multidão aglomerada no térreo, carros da polícia federal, faixas, e na mesma hora eu deduzi o que havia acontecido, me aproximei e logo constatei minha temível suspeita. Sim, era mais uma vida esmorecida que havia sido findada ali naquele prédio, mais um corpo se jogara lá de cima e, sem asas, se espatifava no chão.

Naquele dia eu tinha estudado a tarde toda, tinha acabado de jantar no restaurante universitário e estava indo pra casa, passei ali por acaso e vi uma moça coberta por um plástico, eu nem sabia o nome dela, nem tive tempo de conhecê-la, e ela agora jazia rodeada de curiosos. Na mesma hora o jantar embrulhou-me o estômago, e aquela moça embrulhou-me as idéias.

De primeira não pude deixar de julgá-la uma corajosa, sim, eu jamais conseguiria acabar com minha própria vida dessa forma. Eu sei que a vida nem sempre é fácil, a minha não foge à regra, mas mesmo nos momentos mais difíceis eu sequer pensei nessa saída tão impiedosa. Ainda mais assim, me jogando de uma janela de um prédio de 15 andares. Não, eu sou frouxo demais pra isso, prefiro a covardia de ficar vivo e cheio de problemas à coragem de acabar com tudo.

Depois eu pensei por que se matar assim, de uma forma tão expositiva, porque fazer um palco para a própria morte? Porque envolver, ainda que indiretaente, outras pessoas nisso. A morte em si já é tão cruel... Será possível que a vida dela fosse mais cruel até que a morte? Não posso acreditar nisso.

E quanto a esse prédio, porque tantas pessoas já se jogaram dele e nada de concreto foi feito pra que isso acabe? Que atmosfera ronda essa construção que impulsiona as pessoas a acabarem com a prórpia vida? Que facilidades encontram no CFCH?

Será mesmo que essas mortes são realmente suicídios? É sabido que lá ocorre também assaltos, tentativas de estupro, além de muitas pessoas -alunos ou não- utilizarem o espaço público como motel e intenso consumo de drogas, afinal são 15 andares, muitos deles pouquíssimos utilizados, escuros, OBscuros.

Quem é de Pernambuco certamente já ouviu falar do tal do CFCH e das pessoas que se jogam lá de cima, a reitoria abafa fortemente a imprensa, mas eu já tinha ouvido falar até antes de ingressar na universidade, achava que era boato ou lenda urbana, mas não é, é pura verdade. Eu sei que é um pouco indigesto falar sobre esse assunto, mas ele existe e pra quem está mais perto dele é um assunto que desperta muitos sentimentos, sobretudo o medo.

Muitos alunos do CFCH tem medo de estudar lá, medo de assalto, violência de todo tipo, e outros alunos tem medo de passar por esse prédio. Medo de serem jogados lá de cima (quem sabe o que se passa lá?), medo de alguém cair em cima de você enquanto se atravessa por ali, ou simplesmente medo de ver um corpo sem vida no chão.

Esta foi a quarta pessoa do ano que pulou do CFCH, quatro em nove meses, e o que está sendo feito pra evitar esse incidente? O que PODE ser feito?

Eu pensei nas famosas grades, havia um movimento pelas grades-no-CFCH, colocaram grade nos corredores de trás do prédio, mas ao que me parece não serviu de muita coisa. Além disso o prédio carece de segurança, mas vão colocar seguranças em cada janela? Isso é irreal. Li num blog a sugestão de implodir o prédio e construir um mais horizontalizado, achei uma medida muito radical, mas será preciso ser radical pra solucionar o problema? Ou há uma solução mais flexível? É preciso haver um controle de fluxo, câmeras ou o que?

Enquanto a gente pensa mais um sobe o elevador do CFCH em direção à janela...

Depois de passado o choque e o susto de ver aquela garota estendida no chão frio, eu comecei a pensar em mim, me senti um pouco egoísta, mas enfim, pensei em como minha vida é boa apesar dos pesares, agradeci a Deus por ela e jurei que nunca mais reclamaria dos meus problemas. Na verdade nem sei se vou conseguir cumprir a tal promessa, mas fiz, foi meu sentimento na hora.

Até achei um pouco de egoísmo da minha parte, mas quando vi aquela moça no chão o meu sentimento de pena não foi maior do que a minha sede de viver. Eu me senti vivo diante daquela cena. Fiquei triste por ela, mesmo sem conhecê-la, mas penso que nenhum problema seja merecível de morte, e nenhum será solucionado por ela; mas também me senti feliz, por mim, pela minha vida.

Na morte eu vi vida, vi minha vida.

[Mente Hiperativa]

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Aos DES-organizados


Aos DES-organizados

O universo conspira contra os DES-organizados, tenho certeza disso. É coisa certa, basta deixar pra fazer um trabalho no último dia, que um amigo te convida para uma festa imperdível, uma doença surge para te deixar acamado ou aparecem diversos outros compromissos pra serem resolvidos com urgência. É sempre assim na vida de um DES-organizado, uma montanha-russa, uma avalanche inesperada, uma corrida contra o tempo, é sempre uma bagunça na sua cabeça.

Mas ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, nem todo DESorganizado é desleixado por que quer, e nem sempre ele é descansado, irresponsável, 'metido a' espertalhão. Claro que alguns são assim, mas acredito que nem todos o sejam e alguns até sofrem por essa condição indesejada, estando longe de serem pessoas satisfeitas e felizes.

Há o estereótipo do indivíduo DESorganizado que quer aproveitar a vida e todas as suas benesses ao custo de deixar todas as tarefas pra última hora, mas nem todos seguem essa linha. Na minha opinião chega a ser impressionante (diria até invejável) o jogo de cintura com que essas pessoas conseguem resolver tudo no ÚLTIMO momento, e no fim das contas acabam recebendo o mesmo reconhecimento que aquele que resolveu tudo com a maior antecedência; com a diferença de que o primeiro aproveitou bem mais a vida. É tão ilusoriamente fácil a ponto de nós, reles mortais, acharmos que seria vantajoso também deixar pra última hora, mas quando o fazemos entramos em profundo desespero, afinal não são todos os DESorganizados que tem tamanho jogo de cintura.

O fato é que há diversos tipos de desorganizados, alguns o são por opção, outros por falta de opção, é intrínseco, inerente à sua vontade, nascemos assim, não fomos ensinados a nos organizar. Do ponto de vista da maneira como encaram a sua condição, os desorganizados poderiam ser divididos -de forma bastante primitiva- em dois grupos: os conformados e os conflitantes.

Os conformados parecem aceitar a própria desorganização e todos os prejuízos decorrentes dela, são resignados a tal condição a ponto de achar normal perderem oportunidades, prazos, empregos, relacionamentos e etc. Pra eles é mais fácil aceitar que ''é assim mesmo" a sofrerem por uma condição que, em tese, não conseguiriam mudar.

Já os conflitantes vivem uma eterna tensão, tentam se adequar constantemente aos padrões normais, e sobretudo sofrem cada vez que não conseguem dar conta das metas que a maioria das pessoas consegue com tanta facilidade. Eles não entendem como levam o triplo de tempo pra fazer o metade das tarefas que uma pessoa dita 'normal' faria.

Eu sempre fui desorganizado, talvez seja um reflexo do meu processo psíquico, afinal há uma teoria a qual afirma que o exterior (nossa aparência, comportamento e atitudes) não passam de um reflexo do nosso interior (nossos pensamentos e forma de funcionamento pessoal da mente). Eu sempre tive o pensamento amplo e acelerado, e muita gente que me ouve falar isso acha que é legal, mas nem sempre é, por que quando o fluxo de informação é muito grande fica difícil de acompanhar e sobretudo filtrar o que é útil do que não é. Talvez seja essa a razão da minha DES-organização, talvez por isso eu seja tão confuso e bagunçado, mas eu bem que tento me organizar, só eu sei como eu tento...

Algumas pessoas me acham muito organizado pois me veêm fazendo listas e agendando compromissos compulsivamente, talvez eu seja um 'pseudo-organizado', ou um desorganizado-que-tenta-não-sucumbir-à-própria-desorganização, eu luto, eu remo contra a maré, é uma luta constante, diária, e por vezes exaustiva, mas eu tento me adequar aos padrões e fugir da minha bagunça mental.

Depois de muito tempo sofrendo eu recebi a orientação e ajuda de algumas pessoas que me ensinaram a me organizar, aprendi que eu preciso separar os pensamentos, programar tarefas, eleger prioridades, estabelecer horários, e pra isso uso mão de listas, muitas listas, hierárquicas, enumerativas, tabelas, lembretes, gosto também dos post-its, tenho eles no quadro de aviso, nas pastas, no caderno, até no desktop (clique aqui).

Além disso, preciso também controlar o que já fiz, o que falto fazer, e criar prazos, metas, sempre fazendo de tudo pra cumpri-los... Isso tudo pode parecer muito fácil pra quem é naturalmente organizado, mas pra mim não é, exige um policiamento constante, é como um alcoólatra que precisa se controlar o tempo todo pra não beber, não só um dia ou outro, mas TODOS os dias.

É uma luta sem fim, nunca vou poder dizer: "consegui!" Mas sim vou dizer: "estou conseguindo!"
E quem é DES-organizado sabe bem o que eu digo.

[Mente Hiperativa]

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Escolhas e perdas


Escolhas e perdas


Teve que escolher:


Carne ou frango?

Patrícia ou Jéssica?

Dia ou noite?

Natação ou basquete?

Engenharia ou administração?

Esse ou aquele?

Assim ou assado?


Toda escolha pressupõe uma perda... Já diria o filósofo.

[Mente Hiperativa]

domingo, 2 de outubro de 2011

Amor-sádico


Como se as pessoas fossem objetos, ela brinca com cada uma delas e depois joga no lixo, depreza como se nada valessem. Sua diversão é essa, seduzir e envolver, sobretudo os mais carentes e inexperientes corações desavisados.

Ela é sádica, e no seu sadismo-sem-limites tudo é possível, mentiras, calúnias, falsas declarações, ilusões, vale tudo pra ludibriar e atrair sua isca, fazê-la acreditar que está verdadeiramente apaixonada também.

O primeiro passo é iludir o seu alvo com um pseudo-sentimento de amor instantâneo, amor esse que ela jamais deixará atingi-la. Ela planta esse falso-amor no coração alheio pra depois ter o prazer de assassiná-lo cruelmente, esse é o segundo passo do seu plano sádico.

E porque ela mata esse sentimento que, pelo menos da outra parte, é verdadeiro?
Porque depois de conquistado a brincadeira perde a graça pra ela, o objetivo fora atingido e então por que mais fingir que ela o ama?

É chegada então a hora da verdade, a hora de renegar o cultivado amor, de terminar aquela 'conversa mole', puramente forçada, e esmagar sem piedade o coração daquele pobre desavisado que se deixou cair nas garras de uma garota perversa.

Acabou-se tudo, ela diz que não passou de uma alucinação da sua cabeça, nunca houve o amor propriamente dito, você que construiu sozinho essa ilusão (mentira, foi sob influência dela) e agora chora também sozinho, pois ela ri e se diverte.

Agora você fica agachado no chão catando os pedaços do que um dia foi um coração pulsante, e ela busca uma nova vítima pra saciar seu desejo, se nutrir do sentimento alheio, vampirizando-se dele pra manter-se vive.

Isso é amor?

Que instinto não-humano é esse?

[Mente Hiperativa]

sábado, 1 de outubro de 2011

Mães morrem quando querem


Mães morrem quando querem

Autoria atribuída a Alexandre Peleggi.


Eu tinha 7 anos quando matei minha mãe pela primeira vez. Eu não a queria junto a mim quando chegasse à escola em meu 1º dia de aula, eu me achava forte o suficiente para enfrentar os desafios que a nova vida iria me trazer.

Poucas semanas depois descobri aliviado que ela ainda estava lá, pronta para me defender não somente daqueles garotos brutamontes que me ameaçavam, como das dificuldades intransponíveis da tabuada.

Quando fiz 14 anos eu a matei novamente. Não a queria me impondo regras ou limites,
nem que me impedisse de viver a plenitude dos vôos juvenis.

Mas logo no primeiro porre eu felizmente a descobri viva. Foi quando ela não só me curou da ressaca, como impediu que eu levasse uma vergonhosa surra de meu pai.

Aos 18 anos achei que mataria minha mãe definitivamente, sem chances para ressurreição. Entrara na faculdade, iria morar em república, faria política estudantil, atividades em que a presença materna não cabia em nenhuma hipótese.

Ledo engano:

Quando me descobri confuso sobre qual rumo seguir voltei à casa materna, único espaço possível
de guarida e compreensão.

Aos 23 anos me dei conta de que a morte materna era possível , apenas requeria lentidão... Foi quando me casei, finquei bandeira de independência e segui viagem. Mas bastou nascer a primeira filha para descobrir que o bicho 'mãe' se transformara num espécime ainda mais
vigoroso chamado 'avó'. Para quem ainda não viveu a experiência, avó é mãe em dose dupla...

Apesar de tudo continuei acreditando na tese da morte lenta e demorada e, aos poucos fui me sentindo mais distante e autônomo, mesmo que a intervalos regulares ela reaparecesse em minha vida desempenhando papéis importantes e únicos, papéis que somente ela poderia protagonizar...

Mas o final dessa história, ao contrário do que eu sempre imaginei, foi ela quem definiu: quando menos esperava, ela decidiu morrer. Assim, sem mais, nem menos, sem pedir licença ou permissão, sem data marcada ou ocasião para despedida. Ela simplesmente se foi, deixando a lição que mães são para sempre!

Ao contrário do que sempre imaginei, são elas que decidem o quanto esta eternidade pode durar em vida, e o quanto fica relegado para o sublime terreno da saudade...


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Esse texto me emocionou muito, tenho mãe viva, e espero tê-la por MUITO tempo ainda. Nunca pensei em matá-la lentamente, embora às vezes tenha agido de forma semelhante ao personagem acima. Mas já perdi minha avó, que não era somente uma vó, era de fato uma mãe duas vezes, então de certa forma eu sinto a dor de perder uma mãe, eu sei a falta ENORME que faz, e foi exatamente como ele contou, de repente, ela simplesmente dormiu e não mais acordou.

Então eu penso que a vida pode parecer longa, mas no momento em que perdemos alguém especial como nossa mãe ela se revela tão curta. Afinal, foi tão rápido, ela se foi tão cedo, ainda tinhamos tanto pra viver juntos, tantos planos... E por que ela teve que ir logo?

Por isso é preciso expressar o amor pelos que ainda estão aqui junto a nós, afinal nunca se sabe o dia que vão partir, e certamente será sem aviso prévio, sem tempo de despedida, será de repente, do dia pra noite, como foi com minha vó.

E quando você perder sua mãe, provavelmente descobrirá que ela foi a criatura que MAIS te amou na face Terra, incondicionalmente. E descobrir isso 'tarde demais' deve doer bastante.

Por isso quem tem sua mãe viva, prestigie-a, ame-a, demonstre seu carinho, afeto, atenção, amor, não deixe pra depois, pois o depois pode ser tarde, pode não existir depois.

E pra quem já perdeu sua mãe, feche os olhos, e agradeça a ela por tudo, peça desculpas por alguma pendência, por não ter tido tempo de resolver as diferenças que por ventura ficaram, de onde ela estiver ela o escutará, e certamente o perdoará, porque amor de mãe não tem fim.


[Mente Hiperativa]