terça-feira, 7 de junho de 2011

Beleza genuína


Beleza genuína

Para todas as mulheres negras, mulatas, morenas e seus admiradores. Em especial pra Milena, que cedeu sua foto e é exemplo de tudo que digo a seguir.

Hoje eu quero cantar a beleza da mulher negra, da sua pele firme, limpa e macia. A mulata tem uma cor que não desbota, e bronzeada então fica ainda mais exuberante, é puro charme.

Admiro tanto a tua cor morena, escura, brilhante, e teus lábios grossos, teu sorriso impecavelmente branco, convidativo, que tanto me encanta. O teu cabelo é cacheado, ao natural, crespo e leve, que voa com o vento... Será que me enroscariam?

Se não bastasse toda a formosura do teu olhar, ainda tens um corpo todo durinho, a negritude não te traz a mesma flacidez da alvura, seu corpo é harmonia, é proporção. E cheio de curvas.

Por isso exalto toda tua graça que nem mesmo a idade, com todo seu peso, é capaz de desfazer. Sua pele não faz denúncia ao tempo, custa a ter rugas, seu cabelo não embranquece tão facilmente, e mesmo a gravidade não lhe parece grande inimiga. Tu és linda e não sabe disso...

Agradeces a Deus, portanto, e também ao dna que carregas, és bela por natureza! E tu sendo assim, morena, não tem porquê alisar, esticar, turbinar, clarear, NÃO, tu não precisa de nada disso. Pra ser bonita tu só precisa enaltecer a beleza que já tens, não te modifica, não te ajusta a padrões pois tu tens uma beleza genuína.


[Mente Hiperativa]

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Estão querendo legalizar a maconha


Estão querendo legalizar a maconha

Recentemente o ex-presidente da república Fernando Henrique Cardoso reacendeu a discussão sobre a descriminalização da maconha ao afirmar ser defensor da causa. E agora eu me pergunto: Será que vale a pena?

Antes de tudo acho importante distinguir os dois termos que errôneamente são empregados como sinônimos, a descriminalização e a legalização da maconha. Descriminalizar a maconha significa dizer que o porte, o consumo ou o cultivo da droga -pra uso próprio- deixam de ser crime, passam a não implicar em sanções ou penalidades para o indivíduo que o pratica; enquanto legalizar a maconha é algo mais abrangente, que envolve a regulamentação de toda a cadeia, ou seja, desde o produtor, passando pelo distribuior até chegar ao comerciante da droga.

Muitas pessoas, até mesmo que não são usuárias, defendem a legalização pois pensam que a luta contra a as drogas está perdida, que o mundo já foi tomado por elas. Será então que legalizar é a saída? Imagine se por acaso fôssemos legalizar tudo que é difícil de resolver ou "que não tem mais jeito", legalizaríamos o aborto, já que existem diversas clínicas clandestinas; legalizaríamos a prostituição, inclusive a infantil, que é um TRISTE fato, mas também ocorrre; legalizaríamos a sonegação de impostos e a corrupção; legalizaríamos o assassinato, afinal existe coisa mais banalizada ultimamente do que a morte de pessoas inocentes?

Bem, eu penso que o caminho não seja esse, afinal se formos tornar legal o que é difícil de resolver nós vamos voltar ao tempo das cavernas em que não há qualquer lei ou regra. Eu penso que no mundo sempre existirá de tudo, sempre haverá os crimes e os criminosos, além dos cúmplices e até alienados, sempre haverá quem consuma drogas, quem forneça e quem produza, claro, mas não é por que existe e está aí na nossa cara que devemos aceitar calados essa realidade.

As drogas são um dos pilares que sustentam o crime, quem consome talvez não pense que está fazendo um mal à sociedade, mas está silenciosamente sustentando uma rede de tráfico, patrocinadora de venda de armas, da violência, do terror... Será que legalizar a maconha será a grande solução para o crime? Ou os traficantes vão partir para o tráfico de drogas mais pesadas? E aí? Legalizarão também a cocaína? O crack? E o oxi?

Além do mais com a legalização da maconha os traficantes podem simplesmente continuar na ilegalidade, ou será que vão se tornar novos empresários emergentes?

E no grande problema de saúde e segurança pública alguém pensa? Porque se na condição de ilegalidade as drogas já causam enormes problemas psicossociais e de saúde, IMAGINE legalizando isso... Prefiro nem pensar. Eu acho até contraditório quererem liberar o uso de uma droga nos tempos de hoje em que há tamanha pressão anti-tabagista.

Pra finalizar penso que há dois grupos -além dos usuários- que se beneficiarão bastante com essa legalização, é o governo (com destaque para os políticos corruptos) que arrecadará BASTANTE dinheiro com essa história e os mega empresários que lucrarão milhões com a produção e a venda de maconha em escala industrial.

E a sociedade o que ganha com tudo isso? O direito de comprar um baseado na banca de revista e curtir um "barato" em plena praça pública, sem ser autuado em flagrante pela polícia?

Eu acho tão pouco pelo alto preço que se paga.


[Mente Hiperativa]

domingo, 5 de junho de 2011

Ela tinha medo

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Ela tinha medo

Tinha medo de sair de casa, de ser assalta por um bandido, atropelada por um ônibus, ou atingida por uma bala perdida.

Em casa tinha medo de ficar só, mais medo ainda de ficar só com outra pessoa estranha, precisava ser alguém de sua confiança.

Nunca gostou de animais, tinha medo do veneno das cobras, das mordidas dos cães, dos chifres das vacas e das unhas dos gatos.

Bichos sempre lhe causavam medo, baratas, aranhas, escorpiões, ratos, abelhas e até lagartixas, ela não queria vê-los por perto.

Quando chovia tinha medo das árvores caírem, de faltar energia elétrica, de raios atingirem sua casa, de alagamentos ocorrerem na cidade.

Na adolescência não curtia balada, tinha medo de ser violentada, de que colocássem drogas na sua bebida, de não ser tirada pra dançar.

Não quis engravidar, tinha medo da dor do parto, de sofrer um aborto, de desmaiar na sala de cirurgia, de ter um filho especial.

Sempre evitou a altura com medo de cair, também lugares fechados com medo de lhe faltar ar, e tinha medo de passar mal em meio à multidão.

Numa madrugada qualquer ela levantou-se pra beber água, acendeu a luz com medo de tropeçar em algum móvel, e foi até a cozinha. Pegou o copo d'água, bebia vagarosamente quando se engasgou,

e ficou vermelha,

e ficou roxa,

e ficou azul....


E morreu.



De medo.


[Mente Hiperativa]

sábado, 4 de junho de 2011

Quem guarda com fome o rato vem e come


Quem guarda com fome o rato vem e come


Guardou toda a paciência pra quando tivesse que discutir sua relação

Guardou toda a segurança pra quando tivesse uma companhia a protegê-la

Guardou todo o choro pra quando tivesse um ombro amigo

Guardou toda a garra pra quando tivesse alguém pra dividir suas vitórias

Guardou toda a alegria pra quando tivesse alguém pra compartilhar delas

Guardou todo o romantismo pra escrevê-lo quando tivesse uma paixão

Guardou toda a emoção pra depois

Guardou todo o amor por não saber a quem dar

Guardou

E quando foi procurar não mais encontrou


[Mente Hiperativa]

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Quem é Deus (pra você) ?


Quem é Deus (pra você) ?

Quando eu penso em Deus não consigo ter aquela visão esteriotipada de um velhinho bondoso, com barba grande e branca, vestindo uma simples bata azul-celeste e carregando um cajado numa das mãos. É tão 'Católico', tão 'Cristão' pensar dessa forma. Não quero parecer herege ou anti-Cristo, na verdade pouco me importa se pareci assim, não estou muito preocupado com a condenação dos homens até porque hoje em dia eles nem podem me jogar na fogueira da "SANTA" (que de santa não tinha nada) inquisição...

Eu não sou exatamente o que se pode chamar de anti-Cristo, nem nunca tive afinidade com o coisa-ruim (se é que essa figura realmente existe, eu duvido, aposto que é uma invenção da igreja). Cristo sem dúvida alguma foi um ser bastante iluminado que trouxe muita sabedoria à humanidade, nos deixando um legado de ensinamentos que deram origem a toda uma doutrina ética e moral que foi bem sedimentada na solidariedade e no amor ao próximo, seja o próximo quem for. Não tenho dúvidas de que ele foi um enviado de Deus, um filho de Deus, mas e quanto a Alá, Buda, Krishna, Zoroastro, Maomé, Moisés e tantos outros? Não são filhos de Deus? Não foram enviados por Deus pra nos trazer iluminação? E quanto a EU e VOCÊ, também não somos filhos de Deus, tanto quanto Jesus?

Talvez até eu seja herege, se considerarmos herege aquele que discorda de algum(ns) posicionamento(s) da igreja, discordo de vários, também questiono os dogmas, que por definição são inquestionáveis. Eu estudo história, eu leio filosofia, eu sou crítico, me perdoe mas eu não posso acreditar em verdades absolutas sem embasamento ou justificativa alguma. E antes que você pense que sou ateu e incrédulo, não, não sou, acredito em Deus, num Deus maior, num Deus de amor, que transcende a fútil barreira das religiões e dos povos, acredito num Deus da natureza e dos homens. Acredito num Deus de todos nós, não acredito no Deus da igreja católica, ou de qualquer outra religião repressora, dogmática, zilionária e manipuladora. Acredito em Deus, e somente nele.

Pra mim Deus não é uma entidade que vive no céu, isolada, intocável, que pisa nas nuves observando o mundo lá de cima. Acho que Deus nasce na nossa cabeça, precisamos disso, precisamos dele. Nós, enquanto civilização, criamos Deus pra regular nossos atos, nossa consciência, pra nos fazer companhia, pra nos fazer julgarmos a nós mesmos, pra nos presentear com suas dádivas, e nos salvar nos momentos difíceis.

Deus é uma criação coletiva e ao mesmo tempo individual, não foi apenas UM alguém que o inventou, todas as civilizações humanas têm seu(s) Deus(es) e cada um de nós o concebe e o alimenta da maneira que assim crê. E não venha dizer que por ter sido inventado ele não existe, pois é exatamente isso que o mantém vivo, a crença, a fé, o imenso e inexplicável poder da fé, que move montanhas, que cura, que acalma e protege.

Se Deus está presente em todos os momentos de nossa vida, se ele vê tudo, sabe de tudo, é justo em seus julgamentos, penitencia e premia seus filhos, ora, então Deus é parte da nossa consciência e habita não os céus, mas nossas mentes.

Deus somos nós mesmos, somos ao mesmo tempo criadores e criaturas, regulados e reguladores. E esse Deus não está distante, nos céus, está mais perto do que supõe nossa vã filosofia.


[Mente Hiperativa]

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A maternidade não é alistamento militar obrigatório


A maternidade não é alistamento militar obrigatório

Algumas mulheres querem ter filhos e não podem, outras estão aguardando o "momento certo", a maioria no entanto sempre sonhou em ser mãe.

Ser mãe parace tão natural quanto respirar, comer ou escovar os dentes, mas mesmo assim algumas mulheres preferem apenas escovar os dentes, e nada de ter filhos. Desprovidas de instinto materno? Traumas? Más referências? Desilusões com relação aos homens? Não querem deixar os filhos nesse mundo cruel e violento?

Quem sabe? Pouco importa... Elas não querem e ponto, está decidido, é um direito assegurado o de não querer ser mãe, e não adianta a família reclamar ou a sociedade pressionar. Mas e o que dizer das mães-monstro?

Mães-monstro são aquelas que jogam fora os filhos e fazem sucesso na mídia televisiva, que -contraditoriamente- nunca conseguem deixar os filhos abandonados, pois surgem milhões de pessoas em todo o país querendo adotá-los.

Como pode uma mãe gerar um filho por nove meses e na ocasião do nascimento não se apegar àquela criaturazinha tão frágil e dependente pra tudo???

Sabemos que existe a terrível depressão pós-parto que atinge algumas mulheres, outras vezes o pai da criança é um irresponsável e ausente que deixa toda a criação nas mãos da mãe (e o peso de ser mãe solteira não é pra qualquer uma...) ou simplesmente essa mulher não recebeu de seus pais uma boa referência familiar, não aprendeu a sentir e manifestar o amor. Há de TUDO nesse mundo, é verdade, há inclusive justificativas pra não se querer um filho; algumas mulheres REALMENTE não tem condições psicológicas de criá-los, dá pra entender, mas NÃO dá pra entender porque elas não doam a criança pra alguém que queira criá-lo e dar amor a ele. Porque não o 'esqueçem', propositadamente, na maternidade? Porque não o entregam num orfanato, numa escola, creche, igreja, ou conselho tutelar? Há tantas formas de encaminhar a criança sem ter que prejudicá-lo.

Será o medo de encarar a situação? Será o medo de ser apontada como mãe que abandona a cria? Melhor, ao meu ver, ser mãe-ausente do que ser mãe-monstro, que larga o filho na lixeira ou o joga no rio dentro de uma sacola plástica. É o fim.

Vamos concordar numa coisa, problemas TODOS nós temos, mas nada que justifique matar um ser tão indefeso, incauto, de uma forma tão covarde, sobretudo quando essa criança tem chances de levar uma vida feliz com o amor de outras pessoas. Se não quer, tem quem queira, tem quem saiba dar amor, afeto, proteção, educação.

Por isso eu não hesito em taxar as mães desse tipo como monstros, podem ter o motivo que for, podem usar a justificativa que quiserem, nada justifica, pois ser mãe não é alistamento militar obrigatório, ser mãe é uma escolha, há DIVERSOS métodos contraceptivos, há DIVERSAS formas de encaminhar um filho "não-programado", dentre elas a morte é sem dúvida a mais monstruosa e cruel escolha.

[Mente Hiperativa]

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Queremos o dia do homem!


Queremos o dia do homem!

Já reparou que existe dia da consciência negra, dia do índio, dia do trabalhador, dia internacional da mulher, dia do orgulho gay, mas não existe o dia do homem?

Me explicaram que essas datas contemplam minorias reprimidas pela sociedade e que o homem -como é maioria e repressor comandante da nossa sociedade patriarcal- não precisaria de uma data pra se afirmar, lutar pelos seus direitos ou exprimir suas reivindicações.

Eu discordo completamente, afinal quem disse que somos todos carrascos? Quem disse que somos livres? Quem disse que não somos reprimidos ou não sofremos pressão alguma da sociedade?

Pensa que é fácil lidar com o peso da responsabilidade de ser o chefe da família? E toda a reputação da família que temos que zelar? E os inúmeros problemas que temos que resolver? E a fama de algoz que levamos por ter que ser o que reclama e briga em nome da educação dos filhos? E quem corta a grama, abre os potes de azeitona, conserta os problemas hidráulicos e elétricos de casa? E quem oferece proteção? E quem tem que cobrir a esposa de presentes e elogios? E quem tem que reparar que a mulher pintou o cabelo ou está usando vestido um novo, ou pior, que ela fez as unhas? Quem tem que aguentar a TPM e dormir no sofá depois das brigas e discussões?

Dizem que as mães modernas dão jornada dupla pois trabalham fora e cuidam da casa e dos filhos, tudo bem, não quero discutir a imensa importância da mãe e também jamais diria qualquer coisa que diminuísse o papel da mulher; mas do jeito que se fala parece até que nós homens não somos pais e trabalhadores, que não damos jornada dupla. Passamos o dia inteiro no trabalho e quando chegamos em casa precisamos ainda ser pais, dar atenção aos filhos, limites, educação, carinho, mesmo depois de ter tido um dia estressante temos que chegar em casa bem humorados e felizes pra brincar com as crianças.

Além de pais ainda somos maridos, precisamos comparecer com o nosso papel, temos que ter toda a paciência do mundo pra ouvir nossas amadas (que falam MUITO, diga-se de passagem), elogiá-las bastante, reparar todo o tratamento de beleza que ela levou o sábado inteiro fazendo no salão, negar que ela está gorda apesar dela perguntar isso dez vezes diante do espelho, dar presentes, TENTAR entender a cabecinha delas e manter acesa a chama do amor.

Ser homem não é fácil também, ora essa, e nós não temos um dia internacional, não temos o consolo de alguém vir nos dizer que "pai é pai", não temos confidente pra trocar segredos, não temos "manicure-psicanalista", não resolvemos nossos problemas afundando a cara numa caixa de chocolate e nem podemos chorar no colo do nosso pai se algo der errado.

Nós não recebemos pensão, nós não ficamos com a guarda dos filhos após o divórcio, nós não temos serviço de saúde direcionado ao nosso gênero, nós não podemos fingir orgasmo, nós temos que trabalhar mais tempo que as mulheres pra nos aposentarmos (por que isso?), nós temos que matar baratas, ratos e outros bichos asquerosos, nós somos mais acometidos por doenças cardiovasculares, câncer de pulmão, estresse, nós somos mais atacados pela violência, nós morremos mais cedo e ainda somos obrigados a servir ao exército.

Pois é, a sociedade também nos cobra, e não é pouco. Ser homem pode parecer ser dominante, repressor, comandante, mas isso também tem seu peso. E como é pesado, só nós mesmo sabemos.

Acho que merecemos um dia nosso.

Nota: O objetivo aqui não é alimentar a guerra dos sexos, ao contrário, é mostrar que não há razão pra competição, cada lado tem seu ônus e seus brindes.

[Mente Hiperativa]