quarta-feira, 6 de julho de 2011

Isso é esperança


Isso é esperança

Eu tenho esperança de que as coisas possam mudar, que melhorem daqui pra frente. Talvez as transformações ocorram num passe de mágica, embora eu ache que precisam de algum esforço; "algum" pra ser otimista, pra não ter que encarar o peso da palavra "MUITO" ao lado de "esforço".

Mesmo diante das dificuldades que encontro pela frente eu procuro no asfalto quente e inóspito da vida algum sinal de que me leve a pensar que há esperança, me debruço então pra vê-la nascendo de perto, uma flor que brota do chão é o sinal de que as coisas podem mudar, de que na verdade já começaram a mudar. Era o que eu precisava pra crer nas melhorias.

Gostaria de poder ficar ali cuidando daquela flor, de poder regá-la, colocar adubo pra que ela cresça forte, queria protegê-la até que ela pudesse se criar sozinha. Mas não posso, tenho que partir, tenho que dar seguimento à minha vida e não posso levá-la comigo, preciso deixá-la ali onde brotou, exatamente ali.

Sendo assim eu vou embora, deixo a delicada flor da esperança pra trás, espero que ela se cuide e brote pra vida, que cresça e se multiplique. A esperança é isso, é não poder fazer nada e ainda assim esperar que vai dar tudo certo. Eu espero que dê tudo certo com aquela flor que resolveu nascer em meio ao asfalto quente e inóspito, embora eu saiba que ao virar as costas e partir um carro pode ter passado por cima dela e a esmagado até a morte. Mas eu espero que não, isso é esperança.

Agora imagine no lugar da flor uma pessoa.
Nota: Talvez por isso digam que a esperança é a última que morre, pois quando não podemos fazer mais nada nós contrariamos a própria lógica, imaginando que num passe de mágica tudo vai dar certo, e assim seremos gratos e felizes.
O que se pode fazer por uma flor que nasce no meio do asfalto que não seja esperar que se finde sua breve existência? Mas não esperamos isso, contrariamos as expectativas do senso-comum achando que a mesma será salva, que se desviará dos carros e das diversas intempéries que lhe acometam ao longo da vida. Queremos acreditar que ela sobreviverá, pra sempre. Isso é esperança.

[Mente Hiperativa]

terça-feira, 5 de julho de 2011

Trocando de papel - o louco e o são


Trocando de papel

No começo o achava estranho, chamava-o por "doidinhho". "Como pode ser tão maluco?", "não tem um pingo de juízo", pensava ele a respeito do doidinho.

Com o tempo foi se aproximando e procurando entender a loucura do amigo doidinho. Aquilo tornou-se motivo de graça, ser louco parecia tão divertido que ele às vezes 'dava uma de louco' também.

E assim ele foi perdendo aquele medo inicial da loucura, foi aceitando-a como algo natural até que de tanto fingir e admirar o doidinho ele acabou louco como o tal amigo. Hoje é ELE que é encarado com estranhamento pelas pessoas 'NORMAIS'.

"Como pode ser tão maluco?", "não tem um pingo de juízo", comentam as pessoas a seu respeito, a respeito dele que de tanto procurar entender a loucura acabou ficando louco também.

E seu amigo, o doidinho, esse se curou, e hoje trata do amigo que enlouqueceu por admirá-lo muito de perto. O doidinho era louco, talvez ainda seja embora disfarce bem, mas seu amigo, coitado, é um doido varrido daqueles que depois de descoberto não tem mais remédio.

Nota: A loucura é implacável.

[Mente Hiperativa]

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Eu no SKOOB


Eu no SKOOB

Eu pensava que todas as redes sociais eram inúteis, que só serviam pra multiplicar o número de "pseudo-amigos" e compartilhar conteúdos "pseudo-utilitários", mas então eu descobri o SKOOB e achei muito legal.

O SKOOB é uma rede social destinada aos amantes da literatura, você faz seu perfil e cria sua estante virtual de livros, onde coloca os livros que já leu, está lendo, relendo, ou que quer ler, também pode sinalizar os livros que possui, emprestou, que deseja ter ou trocar.

Além disso, você ainda pode avaliar os livros que já leu através de um escore de até 5 estrelas, escrever resenhas sobre as obras, comentar suas impressões acerca da leitura, pode ser fã dos autores, trocar idéias nos "grupos", pode convidar e fazer amigos, trocar recados com eles, seguir e ser seguido. É muito útil na hora de colher informações sobre algum livro que você deseja ler, há sinopse, resenhas, opiniões, notas, enfim, tudo sobre a maioria dos livros. E se você não encontrar o livro que deseja você pode cadastrar o tal livro.

Bom, isso é o que eu sei a respeito do SKOOB, provavelmente ainda tem muita coisa que eu não sei, só faz uma semana que eu me inscrevi. Indico que façam um perfil, é bom, é útil!

Site do SKOOB:

http://www.skoob.com.br/

Meu perfil no SKOOB:

http://www.skoob.com.br/usuario/353185


[Mente Hiperativa]

Humores, amores, cores


Humores, amores, cores

Texto incrível da alicia.

Você estava lá e eu também. Eu não te via, você não me enxergava e o tempo passava. Foi num dia comum que você se encantou por uma saia comum. Nesse dia eu tive sorte, porque a saia era minha. E foi assim que você não me viu (de novo), mas quis me ver. E foi assim que eu vi os seus olhos brilhando. E eu, narcisista que sou, ali me apaixonei. Primeiro por mim e depois por você.

Uma vez eu fui adolescente. (Não de alma, de corpo mesmo. Sim, eu sei que adolescente ainda sou, é claro, pois assim é a alma feminina.) Naquele tempo eu tinha um “anel do humor”. Conforme eu mudava de humor o anel mudava de cor. E eu me sentia toda especial por provocar alterações na cor daquela coisa. Eu era responsável pela existência de alguma cor no mundo. E isso era incrivelmente bonito.

Uma vez eu olhei nos seus olhos. E percebi que conforme você me adorava ou me gostava, me odiava ou me amava, não me suportava ou me desejava, os seus olhos mudavam de cor. E eu me senti absolutamente importante por provocar mudanças naquelas bolas de gude que o seus rosto carregava, que ora eram brilhantes, ora eram opacas.

Mas aí a coisa foi mais longe. Fiquei intrigada e curiosa: como é que ele consegue? O que é que eu sou para ele? E então eu descobri que dependendo da cor do seu olhar, a minha alma mudava de cor! Êxtase ao descobrir que eu tinha uma fábrica da Faber Castell internalizada na minha áurea. Plenitude ao me dar conta de que as cores, os humores e os amores eram mais, muito mais do que pobres rimas.

Eu queria saber o que tinha por trás daqueles olhos instáveis. Você queria saber o que havia embaixo daquela saia. Mistérios bonitos, cada um ao seu modo. Tinha tudo pra ser um amor desses que a gente lê e se encanta, mas que é só literatura. Desses amores platônicos que só por serem platônicos é que são eternos. Mas, não. Nós fomos atrevidos e curiosos. Quisemos saber o que é que o outro escondia.

Eu enfrentei os meus fantasmas, encarnados no seu olhar. Você enfrentou os seus deuses, que se escondiam debaixo da minha saia de crochê. Uma saia cheia de nós. Um par de olhos cheios de eus.

Mas ainda assim não bastava. Mistérios desvendados, nós desfeitos, e queríamos mais. Saber mais. Ocultar mais. Brincar mais. Mais eu, mais você.

E é desde então que a gente vem procrastinando o nosso fim. Tudo o que nasce está condenado à morte, até mesmo o amor. Eu não sei até quando isso vai durar. Eu não sei se vou te amar para sempre. Eu não sei até quando você vai me amar. E eu não me importo.

Porque pra mim o amor é justamente isso: é não estar inscrito no tempo. Se amanhã os nós acabam, se amanhã os nós viram uma linha soltas, se amanhã nós acabamos, nós cansamos de somar eus para fazer mais nós, eu ainda assim continuarei te amando, em algum lugar. Porque o infinito é a absoluta ausência de tempo, e é lá que o meu amor ecoa.


(Mas por via das dúvidas, todas as noites eu refaço os nós que você desata. Ao melhor e mais mitológico estilo Penélope-ao-avesso)

[Mente Hiperativa]

domingo, 3 de julho de 2011

Meu mel


Meu mel

Quero teu mel pra adoçar a minha vida, tua doçura, chocolate, cocada, leite condensado, brigadeiro de panela, trufa de avelã, beijinho, bem casado, bem-me-quer, quero algodão-doce, é doce, como as nuvens, jujubas, de todas as cores, quero açúcar refinado, e também cristal, mascavo, orgânico, quero o caramelo, daquele que gruda nos dentes, confeito, maria-mole, doce de leite, doce em compota, de caju, de banana, de mamão, de goiaba, bolo de rolo, pirulito, torta de morango, pudim, gelatina, chantilly, alfajor, original Argentino, quero amor, maçã do amor, sorvete, com calda de chocolate, quero casquinho, sundae, sou formiga, gulosa, ávida por glicose, frutose, sacarose, quero doce, doçura, adocicado, quero manjar de coco, manjar dos deuses, mousse de maracujá, o doce que tem um quê de azedo, quero petit gatêu, coisa fina, e também salada de fruta, coisa simples, quero doces de todas as cores, doces, muitos doces, psicodelicamente distribuidos ao meu redor, quero sua doçura ao meu alcance, ao meu doce deleite, quero mel, lua-de-mel, pão de mel, doce mel, doce, doce, doce, a vida é um doce, vida é mel, quero uma vida doce, com mel, mel de abelhas, mas sem ferrão, e sem ferroada, quero somente o mel, escorrendo pelo canto da minha boca, pedaço de céu, e é pra ti que guardo toda essa doçura, todos os meus beijos serão doces pra você, pra ti guardo todo o meu mel.


[Mente Hiperativa]

sábado, 2 de julho de 2011

É tudo ilusão!


É tudo ilusão!

É tudo ilusão. O carro do ano é ilusão. A conta milionária é ilusão. O status? É mera ilusão... A modelo que sai com o coroa por dinheiro, é ilusão!

A vida fácil é ilusão. O glamour é pura ilusão. A sensação de prazer é ilusão

É tudo ilusão

Somos feitos de ilusão, criamos ilusões que nos confortam, nos tiram de uma dura realidade e nos transportam para um mundo mais confortável: O mundo da ilusão.

E o amor, será que é ilusão?

[Mente Hiperativa]

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Flor do maracujá


Flor de maracujá


Flor do maracujá, tu és a mais bela dentre as flores!

"Mais bela até que a rosa?"

Ah, tu sabes do meu caso com a rosa, é caso de família, não fique enciumada

Tu és a flor que me chama a atenção no meio de tantas outras no jardim

Tu és a única que me atrai e me interessa

Tuas cores harmoniosamente combinadas

Teu aroma

Tua coroa

És de longe a mais bonita

Sem dúvida a mais interessante de todas as flores

Abro mão de todas as outras pra ter somente você

Deixo as rosas para os clássicos

As orquídeas para os requintados

As tulipas para os apaixonados

E os lírios para os brandos

As margaridas para as donzelas

Eu sou apaixonado

E por isso quero a flor da paixão, você, flor do maracujá

Será que um dia tu serás minha?

Será que um dia tu brotarás no meu jardim

Oh, flor do maracujá?


Nota: Em inglês maracujá é passion fruit; em Francês, fruit de la passion; e em Alemão, passionsfrucht.

"Quando chegaram ao Brasil os missionários Espanhóis do século XVI viram a flor do maracujá e ficaram em êxtase, acharam que sua estrutura representava a Paixão de Cristo. As cinco pétalas e cinco sépalas representavam os dez Apóstolos, as cinco anteras simbolizavam as cinco chagas de Cristo, os três estigmas faziam referência aos três pregos na cruz, e os filamentos a coroa de espinhos. As flores seriam manchadas de roxo em virtude do sangue de Cristo.

Ao ver a flor do maracujá o Papa Paulo V também ficou em extasiado e então a batizou de "Fruta da paixão" fazendo uma alusão direta ao calvário de Jesus Cristo."

[Mente Hiperativa]