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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Entrego o jardim aos cuidados da natureza, cansei!


Entrego o jardim aos cuidados da natureza, cansei!

Eu nao me justifico mais, não me explico, deixo que pensem o que quiserem de mim...

Hoje eu não perco mais meu precioso tempo tentando explicar os fatos que se relacionam a mim, nem buscando a compreenssão dos outros quanto às minha condutas - muitas vezes nada ortodoxas -, até porque seria uma longa história, um longo bate-papo, até porque muitos não querem nem saber, a esses pouco importa minhas justificativas, até porque eu não tenho mais paciência pra isso... Pouco me importa o que pensam e dizem ao meu respeito.

Sendo assim, eu deixo o terreno da minha reputação ao relento, que nasçam ervas-daninhas, ou plantas frutíferas, floridas, deixo que cada um que lance as suas sementes, o jardineiro aqui está de greve, eu cansei de limpar o terreno, colocar inseticida, adubo fertilizante, plantar mudas e continuar calado. Eu desisto do jardim, e sei que ninguém vai cuidar dele pra mim, entrego-o à própria sorte, em meio à ervas e belas flores. Espero que ele dê bons frutos sem os meus cuidados, o jardineiro pede aposentadoria, ele não aguentou tomar conta do próprio jardim, agora entrega-o à natureza do jeito que o recebeu.

NOTA: Lembrei-me do filme O Jardim secreto, é antigo, mas é extremamente fantástico e assim como no texto, o jardim do filme reflete o estado de espírito dos 'donos', ou 'frequentadores' do jardim.

[Mente Hiperativa]

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Brincando com o fogo


Brincando com o fogo

Um dia, há bastante tempo, eu resolvi brincar com o fogo. E viciei. À princípio foi um pouco amedrontador, confesso, além disso quando senti a dor da queimadura eu sofri. Sofri, mas me recuperei, e logo estava lá na beira do fogo novamente, brincando, desafiando-o incansavelmente.

Tornou-se então a minha sina, brincar com o fogo.

Quem já brincou com o fogo sabe o que digo, conhece a sensação que dá, de medo, de prazer, mexe com o ego, é um desafio, um duelo de poder. Pra quem ainda não brincou eu deixo uma expressa advertência: é viciante!

Eu sou viciado em brincar com o fogo e quer saber, faz muito tempo que não faço mais xixi na cama por conta disso, perdi o medo faz tempo...

Quem experimentou a vida intensamente, e pegou gosto por isso, não sabe mais viver no limiar da mediocridade. É preciso fortes emoções, é preciso muito fogo. Quem experimentou do fogo não sabe mais viver sem ele.

Por isso que venha o fogo, e que não venha brando pois assim eu o apago, pensando melhor eu jogo é gasolina pra poder ver suas chamas aumentarem diante dos meus olhos.
Música:



Fogo - Capital inicial

(Uuuu...)
Você é tão acostumada
A sempre ter razão
(Huuum...)
Você é tão articulada
Quando fala não pede atenção

O poder de dominar é tentador
Eu já não sinto nada
Sou todo torpor

É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
E participo do seu jogo, participo

Não consigo dizer se é bom ou mal
Assim como o ar me parece vital
Onde quer que eu vá o que quer que eu faça
Sem você não tem graça

(Uuu...)
Você sempre surpreende
E eu tento entender
(Huum...)
Você nunca se arrepende
Você gosta e sente até prazer

Mas se você me perguntar
Eu digo sim, eu continuo
Porque a chuva não cai
Só sobre mim

Vejo os outros,
Todos estão tentando
e é tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
E participo do seu jogo, participo

Não consigo dizer se é bom ou mal
Assim como o ar me parece vital
Onde quer que eu vá e o que quer que eu faça
Sem você não tem graça

É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo

Eu já não tenho escolha
Eu participo do seu jogo

É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo

Eu já não tenho escolha
Eu participo do seu jogo, do seu jogo.


[Mente Hiperativa]

segunda-feira, 27 de junho de 2011

De rã a jacaré - engrossando a casca


De rã a jacaré - engrossando a casca


Um dia eu tive a pele fina como a de uma rã que repousa na beira do lago, sobre uma folha de vitória-régia. Eu era como a rã, bastante sensível, me protegia nas sombras, não podia levar sol e até o vento frio era capaz de me ressecar. Também me machucava facilmente, me ofendia e sofria por qualquer palavra mais áspera que me falassem. Por isso, tal qual a rã, eu precisava de um ambiente úmido e acolhedor pra viver, eu não sabia lidar Plenamente com as intempéries da vida terrestre, bruta e rude.

Hoje em dia eu não sou mais aquela pequena rã, minha casca engrossou, de modo que me assemelho mais a um enorme jacaré. Agora eu não tenho medo do vento, nem do sol, muito menos das palavras duras e ofensivas, tiro isso tudo de letra; também não preciso mais me esconder nas sombras, dou a cara a tapa. Hoje eu posso sair da beira do lago e me aventurar por terrra firme sem receio do perigo, me mantenho íntegro porque não me deixo abater por qualquer coisa boba. Hoje não é qualquer palavra que me ofende.

Às vezes tenho quase certeza de que realmente me tornei um jacaré, mas nessa horas me vem uma vontade de coachar à beira do rio, ao luar... Um lapso de sensibilidade.

É verdade que já fui uma rã, hoje sou um jacaré, mas no meu íntimo guardei ainda um quê de rã. Por trás dessa boca enorme cheia de dentes eu ainda escondo alguma fragilidade, que só mostro quando me convém. Essa sensibilidade Latente mantém viva dentro de mim a rã que um dia eu fui e que hoje se esconde atrás de uma pele grossa e impermeável, a qual me protege do mundo e das pedras que tentam atirar em mim.

Diante disso ainda fico em dúvida, será que virei mesmo um jacaré (com um resquício de rã) ou não passo de uma rã em pele de jacaré?

Nota: Lembrei dessa música, A rã, de João Donato:



A Rã - João Donato

Coro de cor
Sombra de som de cor
De mal me quer
De mal me quer de bem
De bem me diz
De me dizendo assim
Serei feliz
Serei feliz de flor
De flor em flor
De samba em samba em som
De vai e vem
De verde verde ver
Pé de capim
Bico de pena pio
De bem te vi
Amanhecendo assim
Perto de mim
Perto da claridade
Da manhã
A grama a lama tudo
É minha irmã
A rama o sapo o salto
De uma rã


[Mente Hiperativa]