sábado, 4 de fevereiro de 2012

A matemática do amor


A matemática do amor
A matemática do amor

Um mais um
É igual a dois

O três fica fora

Seja o primeiro

Ou o terceiro
Mas o AMOR

Só é pra DOIS



[Mente Hiperativa]

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Felicidade SEM tamanho


Felicidade SEM tamanho
Felicidade SEM tamanho

Aquela história estava escritas nas estrelas, até eu que sou leigo de amor e de astrologia pude perceber ao contemplar o luar. Como eles não percebiam que eram feitos um para o outro? Como conseguiram viver todo esse tempo tão próximos sem estarem juntos, resistindo ao amor que pulsava dentro de cada um e os atraia mutuamente? Eu não sei explicar, eu não posso sentir o conflito interno, eu não consigo entender como não se renderam a tamanha paixão.

Tudo bem, eu sei que as dificuldades amedrontavam, que o horizonte era indefinido, que as águas eram turvas e nada calmas, mas o amor, ele supera essas e todas as outras dificuldades que possam vir a surgir. Agora, juntos, fica muito mais fácil superar qualquer problema, enfrentar qualquer desafio, agora eles se sentem mais fortes, tem um ao outro, e isso faz toda a diferença de agora em diante.

Fico feliz, muito feliz, em poder ter feito parte dessa história tão bonita, de ter chegado no fim do segundo tempo da partida, quando um time já estava saindo de campo e o outro já tinha considerado o jogo perdido. Eu ajudei a mudar esse desfecho tão infeliz, eu mostrei que era possível o caminho do amor, eu dei uma de cupido com boa pontaria, mirei nos alvos e deixei que eles fizessem o resto.

Eu estou numa felicidade que não cabe em mim, eu sou só sorrisos e boas vibrações, estou extasiado, é muito bom, é bom demais. O que eu sempre quis aconteceu, eu ajudei a encontrar um cuidador do meu tesouro mais precioso. O que mais posso querer nessa vida?

[Mente Hiperativa]

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Apologia à chuva


Apologia à chuva
Apologia à chuva

Gosto do cheiro que a chuva traz quando encharca o solo, aquele cheiro de terra molhada, cheia de vida, de brotos e cogumelos, de seres que saem do chão e se multiplicam revelando a fecundidade latente que há na terra. Como é bom poder admirar a chuva e perceber a vida que ela mantém, só na chuva a vida se manifesta de forma plena.

Quando começa a chover eu abro as janelas de casa, deito no sofá e fecho os olhos. Fico apenas contemplando aquele odor que gentilmente é trazido às minhas narinas e remete à minha infância, à casa da minha amada vó. Foi lá que desde pequeno eu aprendi a gostar desse cheiro, lembro que a chuva molhava a terra do jardim-de-inverno e incensava toda a casa com aquele perfume gostoso.

Nessas horas, deitado no sofá, eu imagino toda aquela vida entrando pelo meu nariz, atingindo meus alvéolos e penetrando na minha corrente sanguínea. Assim eu trago toda a vida contida na chuva pra dentro de mim, me renovo, me fortaleço com a força da natureza pulsando dentro de mim.

Também gosto de ouvir o barulho da chuva gotejando sobre as folhas das árvores, se jogando das calhas em um jato único e suicida, depois se chocando contra o chão duro e cimentado. É um som tranquilizante, que acalma minha alma perturbada, eu me rendo, nem durmo, só relaxo ao som da chuva caindo dos céus. Preste atenção, todos os pássaros se calam diante da chuva, as cigarras e os cachorros, todos silenciam pra ouvir a chuva, ela acalma os ânimos.

Além de tudo a chuva ainda lava as ruas, limpa e purifica todos os lugares por onde passa, nos pede licença e procede com sua limpeza geral. Ela carrega o que há de ruim, deixa apenas o que for forte, firme, o que fez por merecer ficar, o resto é levado embora. E quem não gosta de tomar um banho de chuva não sabe o que está perdendo, a diversão, a liberdade, a conjugação a própria natureza, a limpeza que ela proporciona.

Chuva, sua linda, venha cá.


[Mente Hiperativa]

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Eu caí


Eu caí
Eu caí

Um dia eu sonhei que as nuvens de algodão não passavam de fumaça sob os meus pés, e de repente, como se houvesse o espirro de um gigante, tudo sumia e eu caia na terra fria e asquerosa. Assim mesmo, como um útero que aborta o filho e o joga na sarjeta podre, abandonando-o sozinho.

É verdade, num dia desses eu vivia no céu, mas tudo acabou, eu caí e estou aqui jogado no chão. Eu realmente esperei que a tua mão enorme e generosa aparasse a minha queda, mas onde você estava nesse momento tão triste que não pôde me ajudar?

Esperei algum tapete mágico do aladdin me segurar, ou quem sabe o bom velhinho passando com seu trenó naquele exato momento, podia ser um balão, um zepelin perdido no tempo... Ou até panapaná de borboletas-monarca.

Ah, chega de fantasia, não há nada que me salve da queda, ela é certa. Eu cai e já deixei de idealizar possíveis salvadores. Agora tenho consciência de que estou só, e como só que sou trato de me levantar e limpar a terra que me sujou. Se não há quem me salve, salvo-me eu mesmo. Chega de chorar, ou esperar. Chegou a hora de agir.


[Mente Hiperativa]

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

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[Mente Hiperativa]

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A insegurança e a amizade



A insegurança e a amizade
A insegurança e a amizade

Às vezes eu acho difícil lidar com as minhas próprias inseguranças, mas com certeza é bem mais difícil lidar com as inseguranças alheias em relação a você mesmo. Como fazer pra dizer que está tudo bem entre você e outra pessoa se ela insiste em pensar que não está? Basta dizer? Não, não basta. As suas palavras soam paliativas, com um efeito paralisante momentâneo que logo cede lugar à aflição, e a insegurança se instala novamente.

Eu tenho que aprender a lidar com isso, não posso simplesmente pensar: 'a outra pessoa que se vire pra lidar com seus sentimentos'. Eu não sei agir assim, bem que tento às vezes, em especial com aquelas que eu já tentei de tudo e nada deu certo. Mas eu não sei agir assim cotidianamente, não sei ignorar o sofrimento das pessoas que amo, não me sinto um bom amigo dessa forma. Ao mesmo tempo não posso simplesmente passar a mão, aliviar, e assim alimentar o medo. Tenho que dar forças, mas como?

É bastante difícil lidar com as emoções alheias, pior ainda é constatar que não se tem controle sobre elas. Eu queria ter o poder de te convencer que está tudo bem, queria espanar os monstros que insistem em habitar teus pensamentos e te apavoram durante a noite. Queria que você simplesmente sentisse o que eu sinto, com toda a segurança que eu tenho, apesar das circunstâncias, apesar da distância, apesar de tudo. Queria partilhar contigo da convicção que eu tenho.

Você sabe que se você estiver caindo eu segurarei a tua mão e Nunca deixarei você ir. Mas você não está caindo, está em chão firme, seguro. Então não me entenda mal, as coisas podem mudar mas continuam do mesmo jeito, a manifestação do sentimento pode oscilar mas este se mantém na mesma intensidade de sempre. Então não crie fantasmas, pois eles vão assombrar a mim também, e eu simplesmente não sei o que fazer nessas horas.

Às vezes me sinto como um pássaro com seu filhote no ninho, no momento em que este precisa aprender a voar. Eu não posso simplesmente empurrá-lo se ele não estiver preparado pra dar o primeiro voo, mas também não posso esperar eternamente até que ele decida se aventurar. Não posso ficar o dia inteiro no ninho, mas como deixá-lo lá sabendo que ele vai ficar mal?

Que dilema...

[Mente Hiperativa]

domingo, 29 de janeiro de 2012

Coração blindado


Coração blindado

ção blindado

Kevlar

Twaron

Spectra

Blindei meu coração

Coloquei minha armadura

Mais resistente que o aço

Que não enferruja como o ferro

Deixei de ser músculo

Bobo e pulsante

Agora sou forte

Denso

Resistente

Imóvel

Que não pulsa

Que não sente

Que não sofre


Será???




[Mente Hiperativa]