
Do álcool
Há quem diga que não é preciso beber pra se divertir numa festa, que não é preciso beber pra ficar feliz. Mas quem é que bebe pra ficar feliz? As pessoas em sua maioria bebem pra esquecer dos problemas, pra libertar a mente, e o ID, pra relaxar, pra perder os freios, pra fingir que tá tudo bem quando na verdade sabemos que não está.
Essa é a função original do álcool, o ópio da mente. Se bebemos é pra nos libertar de nossos medos, de nossos limites, de nossa moralidade e de tudo mais o que houver na nossa mente. O álcool é vilão mas é também o mocinho, e a musa inspiradora, ele não só é responsável por acidentes e crimes como também deu e continua dando inspiração aos grandes artistas boêmios.
Além disso é ele que também nos tira um pouco do tédio da vida, evita que nos cansemos dela quando está chata e cheia de problemas, por algumas horas podemos esquecer do que for e apenas relaxar... E depois tratamos de ser relembrados das obrigações e conflitos novamente, mas dessa vez com a mente descansada.
O álcool pode ser o amigo ou o inimigo, dependendo da forma como se utiliza ele, no entanto em se tratando de álcool há uma linha bastante tênue entre o uso responsável e o exagero. A demarcação desse limite é bastante difícil de enxergar, de modo que muitos nunca encontram e se perdem, outros nem ousam se deliciar, alguns param no meio do caminho, outros acabam nesse caminho.