sábado, 21 de janeiro de 2012

A vida é uma dança


A vida é uma dança
A vida é uma dança

Assim é a vida
Como uma dança
Erram-se os passos
E logo há uma nova coreografia
Será que os passos foram errados?
Ou apenas foi criada uma nova dança?


[Mente Hiperativa]

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Cansaço crônico


Cansaço crônico
Cansaço crônico

Minha cabeça deve pesar uns setenta quilos, e meu corpo mais uns duzentos. A sensação que tenho é que sou todo feito de ferro, denso, pesado, e que por ventura minha cama é puro imã. Dessa forma eu sou constantemente atraído por ela, mais que isso, fico aderido, conectado, o dia inteiro, todo dia.

Sinto um cansaço crônico, que sono nenhum é capaz de matar. Durmo dez horas por dia, e carrego na expressão escurecidas olheiras e uma cara de zumbi indisfarçável. As pessoas notam.

À noite chega e minha mente é invadida por morcegos voadores, inquietos, irritantes, que não me deixam dormir. Somente com o nascer do sol eles se aquietam, e quando estou no melhor do sono toca o despertador. E eu coloco soneca, mais 15 minutos. E mais 15. E outros 15. E outros... Até que me acordo, atrasado, e vou correr atrás do dia, com sono, exausto.

Mas no fim da tarde tiro um cochilo, acordo, janto e durmo. E tudo recomeça. E fico cansado, me sinto sugado, um zumbi. Posso dormir o fim de semana inteiro, mas permaneço exausto. O que se passa?


[Mente Hiperativa]

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Mudanças à vista, mas ainda sem rumo


Mudanças à vista, mas ainda sem rumo
Mudanças à vista, mas ainda sem rumo

Eu quero mas não sei ainda muito bem o que quero. Antes eu queria logo, rápido, urgente, agora eu quero com calma, sem pressa, no tempo certo. E talvez por isso eu queria tudo, qualquer coisa, um pouco de cada, e agora... Agora eu não tô com pressa, eu quero somente a coisa certa e o resto eu dispenso.

Mas o pior não é isso, antes eu queria o quente fervendo, o picante, que desce rasgando, queimando, ou o frio glacial, congelado, abaixo de zero. Agora parece que o morno me apetece. O que é isso? Será que meus neurônios estão em colapso? Será a famosa maturidade? Será que estou perdendo meu "Eu"?

Eu tô mudando, isso é certo, mas não sei ainda se a mudança é positiva ou negativa, se está me acalmando ou me dopando. Me sinto adormecido às vezes, outras vezes me sinto apenas sereno. Até onde será que essa mudança vai me levar?


[Mente Hiperativa]

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Ao ilustre desconhecido


Ao ilustre desconhecido
Ao ilustre desconhecido

O nosso tempo de se conhecer já passou. Ou ainda está por vir. Mas certamente não é o tempo presente. Vivemos juntos, mas distantes, poderíamos ser, mas não somos. Vivemos juntando os 'SE ISSO' e 'SE AQUILO', mas juntos não se tornam uma mísera realidade diga de ser apreciada. São apenas hipóteses bobas que não acalmam minha alma inquieta, nem animam meu ego sedento; hipóteses longínquas que não me garantem qualquer futuro animador.

Eu queria conhecê-lo, mas ele é um ilustre desconhecido em minha própria casa, habitante sem corpo, vazio na minha vida. Talvez um dia eu o conheça, ou o futuro seja o mesmo que o passado, um convívio vazio e sem um porquê, só uma presença ausente e um olhar de quem disfarça ao ser percebido e vira pra o lado.

De uma forma ou de outra eu cansei de lutar contra os moinhos de vento, vivo uma fase da vida de desistências. Desisto do que há muito tempo luto e não vejo resultado nem perspectiva. Desisto das pessoas, desisto de te conhecer, ilustre desconhecido. Adeus. Talvez um dia a vida seja irônica e nos junte mesmo distantes, talvez isso seja apenas um consolo pra meu pobre espírito fracassado de luta.


[Mente Hiperativa]

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Dancei




Dancei

Dancei

De repente aquela música tomou conta de mim, meu corpo passou a ser guiado pelo seu ritmo alucinante, meus pés não paravam mais no chão, meus braços mexiam descoordenadamente, loucamente, e eu era todo dança, todo balanço, feliz, animado, como nunca havia sido antes. A música subia pelo meu pé, tomava conta de todo o meu corpo até chegar na minha cabeça, enchia meus ouvidos, meus olhos fechavam e eu viajava naquele som animado, esquecia de tudo. Parecia que meu corpo não era mais meu, e era de quem então? Claro que meu corpo era meu, e era mais meu do que nunca, por alguns instantes ele fora só meu, e não dos meus problemas e preocupações como de costume. Aquele ritmo estava me fazendo bem, me trazendo uma calma e paz que eu não costumava sentir, deixei me levar pelo seu balanço que me contaminava mais e mais. Até onde será que esse ritmo poderá me levar?


[Mente hiperativa]

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Sobre a vida




Sobre a vida



A vida não é boa. Nem ruim. A vida é o que eu faço dela, e não o que ela faz de mim.

Todos os dias eu encontro pedras no meu sapato, galhos e troncos no meu caminho, muros, pessoas de cara feia, problemas, e cabe a mim decidir o que fazer com cada um deles. Eu posso chutar tudo e me encher de raiva, posso pegar cada coisa e colocar no seu devido lugar, ou posso passar por cima de tudo sem me importar. A vida não me traz coisas boas nem coisas ruins, me traz apenas 'coisas', eu que dou valor a elas, eu que decido a importância que vão ter e o sentimento que vão causar em mim.

Então não me sinto no direito de julgar a vida ou de xingá-la, sou eu que torno-a feia ou bonita, sou eu que escolho o que fazer com as pedras e as caras feias que recebo todos os dias. Eu posso retribuir a cara feia, ou sorrir de volta. É uma questão de escolha, e a vida não tem nada a ver com isso.





[Mente Hiperativa]

domingo, 15 de janeiro de 2012

Do álcool



Do álcool


Há quem diga que não é preciso beber pra se divertir numa festa, que não é preciso beber pra ficar feliz. Mas quem é que bebe pra ficar feliz? As pessoas em sua maioria bebem pra esquecer dos problemas, pra libertar a mente, e o ID, pra relaxar, pra perder os freios, pra fingir que tá tudo bem quando na verdade sabemos que não está.

Essa é a função original do álcool, o ópio da mente. Se bebemos é pra nos libertar de nossos medos, de nossos limites, de nossa moralidade e de tudo mais o que houver na nossa mente. O álcool é vilão mas é também o mocinho, e a musa inspiradora, ele não só é responsável por acidentes e crimes como também deu e continua dando inspiração aos grandes artistas boêmios.

Além disso é ele que também nos tira um pouco do tédio da vida, evita que nos cansemos dela quando está chata e cheia de problemas, por algumas horas podemos esquecer do que for e apenas relaxar... E depois tratamos de ser relembrados das obrigações e conflitos novamente, mas dessa vez com a mente descansada.

O álcool pode ser o amigo ou o inimigo, dependendo da forma como se utiliza ele, no entanto em se tratando de álcool há uma linha bastante tênue entre o uso responsável e o exagero. A demarcação desse limite é bastante difícil de enxergar, de modo que muitos nunca encontram e se perdem, outros nem ousam se deliciar, alguns param no meio do caminho, outros acabam nesse caminho.


[Mente Hiperativa]