terça-feira, 9 de outubro de 2012

Algo nos une



Algo nos une

Algo nos une, seja a descendência gaúcha, o gosto por queijo cheddar, a ausência de um time de coração, a profissão, a dificuldade de amar, o apreço pela solidão, o grito sufocado na garganta, a admiração pela arte, a fila do banco ou da padaria, o prazer de ler e escrever, a cinefilia, a admiração pelo pôr-do-sol, o excesso de sono, a eventual falta dele, a genética boa que não deixa engordar, a hipocondria, os bons valores de família, os olhos sempre atentos, a vontade de ajudar o outro, o medo de sofrer, o hábito de silenciar diante dos conflitos, a sede de viver, o desapego à tecnologia, a compaixão pelos animais, a descrença nas religiões, a crença na divindade, a necessidade de falar, a satisfação em ouvir, o olhar enigmático, a impaciência com tagarelices, o mau-humor matinal, o perfeccionismo seletivo, a dedicação aos projetos pessoais, a mania de criar tabelas e listas, a serenidade cotidiana, a cólera episódica, a oscilação de humor, os estranhos desejos, a incompreensão a certas pessoas/atitudes, a tentativa de abraçar o mundo, o deleite ao comer chocolate, a volúpia diante do sexo, o desprezo pelo telefone celular, a noção de que somos todos um, o gosto pelo anonimato, o descontentamento com (parte da) humanidade, o sorriso largo e os dentes generosos.

Dentre essas e tantas outras características como você pode dizer que não tem nada a ver comigo? Estamos todos conectados; algo nos une.

[Mente Hiperativa]

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

sociAÇÃO


sociAÇÃO

"O que você está fazendo aqui?", essa foi a pergunta dita na reunião de pré-estréia do sociAÇÃO. Na mesma hora eu pensei que poderia estar em casa assistindo a novela das oito, jantando num rodízio de sushi ou apenas passeando na orla de Boa viagem, mas resolvi naquela quinta-feira à noite (27-09-12) me engajar numa causa social, por que?  Na mesma hora eu me respondi mentalmente, "Estou aqui pra fazer a diferença, propagar o bem sem olhar a quem, me sentir útil na sociedade em que vivo, quero ajudar a mudar as coisas, dar amor, e receber também, porque não?!"

E é esse o espírito do projeto cujo lema é "O bem é contagioso". A ideia é suprir parte da imensa carência que a sociedade tem por amor, ajudar aqueles necessitados e esquecidos, promover visitas sistemáticas à diversas instituições, campanhas online contra doenças e preconceito, ajudar comunidades carentes dando-lhes mais dignidade e apoio. E pra que isso se torne realidade contamos com a dedicação de nossos voluntários/contagiadores.

Inicio esse projeto bastante animado, tenho consciência de que sozinhos não somos capazes de abarcar a imensa fome global por amor, mas a nossa iniciativa já sacia a fome de muitos. Além disso, faremos atos que visem chamar a atenção da sociedade para as questões sociais, queremos contagiar mais pessoas, engatilhar novos projetos em outras regiões do país -quem sabe até de fora dele- pra que cada vez mais pessoas se beneficiem com essa energia do Bem. Sendo assim, o objetivo maior do sociAÇÃO será promover o bem e pra isso já temos várias ideias e iniciativas, além de um público-alvo bastante diversificado, pois queremos abraçar a todos.

Há cerca de um mês estou organizando junto com alguns amigos esse projeto e gostaria de dividir com vocês. A cada dia me empolgo mais e mais, a todo instante surgem novidades, parcerias, voluntários, ideias... Tudo tem acontecido muito rápido, em pouco mais de um mês tivemos 1300 curtidas na página do facebook, 262 pessoas confirmando presença no evento de estréia, apoio dos dois maiores jornais de Recife pra divulgação, além de algumas incipientes parcerias e patrocínios. Enfim, estou muito feliz com tudo isso, já tinha feito algumas visitas isoladas a creches e asilos antes de me empenhar no sociAÇÃO, mas senti necessidade de sistematizar tais visitas, quero tornar isso uma rotina e angariar mais pessoas à essa nobre causa.

Aos interessados deixo a página do sociAÇÃO no facebook, sintam-se livres pra curtir, se inscrever, dar sugestões, elogios ou firmar parcerias. Estamos abertos a todo tipo de ajuda, pois o bem é contagioso!

https://www.facebook.com/SociAcao?fref=ts

Por último, deixo essa mensagem de reflexão e motivação:
"Seja a mudança que tanto procura nos outros. As pessoas não mudam com cobranças, mudam com exemplos."


[Mente Hiperativa]

sábado, 6 de outubro de 2012

Sua vida é difícil?


Sua vida é difícil?

Essa vida é mesmo muito generosa, a todo instante me oferecendo dificuldades para que eu possa dar mais valor às minhas conquistas, me dando chances de tornar mais gloriosas as minha vitórias. E eu sem compreender apenas reclamava que tudo era difícil pra mim. Mas agora eu entendi, quanto mais árdua a caminhada, mais motivos tenho pra comemorar os pequenos avanços e conquistas. Por isso parei de brigar com a vida, aceitei seus desafios, e vibro a cada vitória, dando valor à pequenez de cada momento.

Você acha sua vida difícil? Mude a forma como encara os obstáculos e sinta como é bom viver sob essa nova perspectiva ao invés de apenas reclamar e se vitimizar o tempo todo. A vida é mais do que isso, a vida é linda!

[Mente Hiperativa]

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Quando a saúde se fortalece a partir da doença


Quando a saúde se fortalece a partir da doença

Texto escrito após o meu irmão, que tem cinco anos, receber o diagnóstico de diabetes mellitus tipo I.

É claro que ninguém gosta de receber a notícia de que está doente, imagina ficar sabendo que tem uma doença crônica e incurável, que terá que aprender a conviver com ela para o resto da vida. "Resto da vida", isso soa muito tempo, imaginamos um longo calvário, uma vida repleta de privações e perdas, mas não é bem assim. Muitas vezes a doença é uma oportunidade de olharmos com mais carinho para o nosso organismo, um alerta da vida pra que possamos cuidar melhor de nossa saúde. Assim, a doença pode às vezes nos levar a ter mais saúde, por mais contraditório que possa parecer.

Conheço pessoas que redescobriram a vida após receberem o diagnóstico de diabetes, hipertensão, intolerância à lactose, e até mesmo após um câncer, infarto ou retirada da tireoide. O que todos esses casos - e tantos outros - têm em comum? TODOS exigiram mudanças radicais no estilo de vida, condutas saudáveis, dieta balanceada, atividade física e, é claro, muito equilíbrio emocional. Todas essas pessoas foram obrigadas a repensar a forma como viviam, abandonaram velhos padrões de comportamento que lhe faziam mal e conseguiram enxergar outra forma de conduzir a vida. E eu posso afirmar com toda certeza, depois do choque, da fase de negação e luto por receber uma má-noticia, todas elas levantaram a cabeça e tomaram as rédeas da situação, se dedicaram à mudança e hoje têm bem mais qualidade de vida do que antes de receberem seus diagnósticos.

Sendo assim, diante da descoberta de uma doença crônica ou evento que altere drasticamente a saúde eu prefiro encarar tal momento como uma oportunidade de viver melhor, como se fosse uma sacudida que a vida nos dá pra que possamos cuidar melhor de nós mesmos, pois infelizmente muitos só passam a levar uma vida saudável depois de um susto. Todas essas pessoas que falei hoje se cuidam muito mais do que antes e com certeza vivem melhor, seguindo cuidados que todos nós deveríamos ter mas só fazemos diante da pressão de um médico.

A vida é assim, nos assusta e faz parecer que estamos perdidos, mas no fim do túnel há uma luz, basta seguir o caminho e persistir com coragem e dedicação. Disciplina é a chave pra uma vida saudável, alguns conseguem facilmente, outros precisam de um estímulo maior.

[Mente Hiperativa]

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Autismo - Não espere, aja logo!


Autismo - Não espere, aja logo!
Resenha do livro de mesmo nome que fiz para o skoob.


Esse não é o primeiro nem será o último livro que leio sobre o autismo, porém sua abordagem diferencial sobre o assunto me entusiasmou bastante. Digo que é diferente pois a maioria dos livros sobre autismo (e saúde mental, de uma forma geral) são escritos por psiquiatras, neurologistas, psicólogos e outros estudiosos da área. Sendo assim, a linguagem geralmente é técnica e ainda que seja plenamente entendível aos leigos não deixa de guardar certo distanciamento profissional acerca do assunto que trata.

O livro "Autismo - não espere, aja logo!" foge dessa linha uma vez que é escrito pelo pai de uma criança autista, e isso muda tudo. Pelo fato dele descobrir a doença do filho e não ter qualquer conhecimento prévio a respeito dela, ele se torna um grande herói que busca estudar e compreender o mais rápido possível o que se passa na cabeça e no mundo de sua criança. Além disso, é impossível distanciar-se do autismo com profissionalismo, é o seu filho, como poderia não encher de emoção as páginas do livro e carregar de sentimento essa leitura?

Então o que há de mais fantástico no livro não são as informações sobre o espectro autístico, essas podem ser facilmente encontradas na internet ou em qualquer outro livro sobre autismo, porém neste elas são passadas com muita emoção. Somos sutilmente convidados a experimentar uma pequena parte do que sentiu o Paiva Júnior nessa longa viagem de descobertas, sentimos a sua tristeza, seu luto, sua força e garra de lutar, por fim nos enchemos de esperança e coragem de enfrentar o autismo ou qualquer outra dificuldade que nossas crianças venham a ter.

Acredito que a principal função do livro seja oferecer uma mão amiga aos pais e familiares que receberam o diagnóstico de autismo de sua criança. Mas o livro vai além, também se presta a despertar o altruísmo daqueles que não conhecem o autismo e assim julgam mal uma criança autista. Ele ajuda a entender o que se passa no mundo autista, como se sentem os pais dessa criança, e toda a luta que é travada no dia-a-dia. Infelizmente o preconceito persiste como o pior estigma das doenças mentais.

Links:
Resenha do Autismo - Não espere, aja logo!
Outras resenhas escritas por mim 
[Mente Hiperativa]

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

(Des)apego


(Des)apego 

Diz que não ama mais e quer gritar isso pra todo mundo ouvir, diz que não quer mais e se esforça o tempo todo pra se manter longe. Observe que dizer que não se importa já é se importar de alguma forma, de maneira velada, inconsciente. Isso prova que o amor ainda não morreu e ainda habita sua cabeça e coração.

Essa preocupação toda de mostrar que não se importa muitas vezes mascara um desejo recolhido, parece mais que quer convencer-se do que diz. Afinal quem já esqueceu não se lembra de dizer que esqueceu, simplesmente apagou da memória. Porém, aquele que lembra e quer esquecer precisa convencer-se constantemente disso. É um duelo interno, sem dúvida.

E diante disso o desapego surge como o grande desafio da vivência humana, como esquecer e romper laços? Como lutar contra o desejo que outrora era tão natural? Como deixar de amar de um dia para o outro?

Gritar aos quatro cantos que o amor morreu só reforça a ideia de que ainda está vivo pulsando e resistindo às suas tentativas de assassinato.

[Mente Hiperativa]

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Surpresas da vida


Surpresas da vida
Microconto.

Não quis fazer intercâmbio de seis meses para o Canadá,
não queria atrasar o curso universitário.
Mais tarde descobriu que tinha um tumor,
teve que trancar a faculdade por um ano pra se tratar.

[Mente Hiperativa]